Os investidores passaram a precificar uma chance majoritária de corte de 0,5 ponto percentual da Selic no mercado de opções digitais de Copom na reunião de dezembro do colegiado, ao passo que ganha força a expectativa de uma redução de 0,25 ponto no próximo encontro, em 5 de novembro.
A melhora das perspectivas de curto prazo do mercado para a Selic vem diante de um forte rali nos mercados de juros após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sair à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições deste ano.
A chance de uma aceleração do ritmo de cortes na última reunião do Copom deste ano cresce de 18% para 45% nesta manhã, conforme mostra o mercado de opções digitais. Já para a reunião de novembro, a probabilidade de uma redução de 0,25 ponto sobe de 62,8% a 77%, ao passo que a chance de um corte de 0,5 ponto já ocorrer no mês que vem oscila de 7% a 12%. A aposta na manutenção da Selic em 13,75%, por sua vez, despenca de 27% para 5%.
Na curva de juros futuros, as taxas indicam uma Selic de 12,50% no fim do ano que vem, acima ainda do que os 12% da projeção mediana do relatório Focus divulgado na manhã de hoje. Nesse sentido, vale destacar que o forte rali dos mercados de juros após o primeiro turno das eleições presidenciais se concentra nas taxas de longo prazo – uma vez que o pleito afeta, principalmente, os prêmios de risco ligados à política fiscal, e menos as estimativas sobre a política monetária do BC.
Fonte: Valor Econômico



