Embora o mercado mostre atenção particular aos resultados de uma eventual disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, há uma ala crescente na Faria Lima que tem se debruçado sobre a votação de primeiro turno em busca de pistas sobre os possíveis resultados.
O motivo não é trivial. Há uma corrente no mercado que vê chances de Flávio terminar o primeiro turno bastante próximo de Lula ou até mesmo na primeira posição, especialmente se houver uma desidratação dos candidatos de terceira via.
“Se isso acontecer, acabou. O mercado vai considerar a fatura liquidada”, diz o diretor de investimentos de uma importante asset. Como resultado prático, um rali dos ativos domésticos poderia acontecer já no “day after” do primeiro turno.
E, na avaliação de um economista, os riscos não são baixos. “A chance de Flávio terminar o primeiro turno na primeira colocação hoje está em torno de 35%”, estima. “Se esse cenário se materializar, o movimento dos mercados pode ser muito significativo e até um pouco desordenado.”
Não surpreende, assim, que uma parte dos investidores tenha antecipado alguns “trades” via opções justamente para capturar um potencial movimento positivo vindo de uma possível posição favorável de Flávio em 4 de outubro. Há 15 dias, como mostrou o Intraday, o mercado começou a antecipar apostas eleitorais de novembro e dezembro para outubro via opções de EWZ (o principal fundo de índice de ações brasileiras em Wall Street).
Fonte: Valor Econômico


