O Irã afirmou nesta quarta-feira que iniciará uma campanha de ataques contínuos contra seus adversários, em vez de promover “ataques de retaliação” após agressões. Em alerta aos Estados Unidos, Teerã também disse que o governo de Donald Trump não conseguirá controlar os preços do petróleo nos mercados internacionais.
“Preparem-se para o barril de petróleo a US$ 200, porque o preço do petróleo depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, afirmou Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do quartel-general militar Khatam al-Anbiya, em Teerã.
“Não permitiremos que sequer um litro de petróleo chegue aos EUA, aos sionistas (Israel) e a seus parceiros. Qualquer embarcação ou petroleiro com destino a eles será um alvo legítmo”, acrescentou.
As ameaças ocorrem após três navios terem sido atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz, onde a circulação está praticamente interrompida desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. A Guarda Revolucionária do Irã reivindicou a autoria de um dos ataques, contra o navio graneleiro Mayuree Naree Bulk, com bandeira da tailandesa.
O presidente americano, Donald Trump, ameaçou na segunda-feira atacar o Irã com uma força “vinte vezes maior” se Teerã seguir bloqueando o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% da produção global de petróleo.
Com a guerra, os preços do petróleo dispararam na segunda-feira, se aproximando de US$ 120 o barril, mas depois recuaram com a declaração de Trump de que a guerra estaria “praticamente concluída”. No entanto, com a sequência das tensões, as cotações voltaram a subir hoje, superando os US$ 90 por barril.
A Agência Internacional de Energia (AIE) prepara a liberação de até 400 milhões de barris de petróleo para estabilizar os mercados. Uma decisão sobre o volume da intervenção deve ser tomada hoje pelos chefes de Estado do G7, que discutirão a crise provocada pela guerra contra o Irã.
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— Foto: Ali Mohammadi/Bloomberg
Fonte: Valor Econômico
