Os fundos macro hedge apresentaram resultados extremamente diferentes nos primeiros seis meses do ano, um período volátil marcado pelas tarifas intermitentes do presidente Trump. Esses gestores fazem apostas de investimento em diversos mercados com base em suas análises de desenvolvimentos econômicos e políticos.
Por exemplo, a Bridgewater Associates registrou um ganho de 17% em seu fundo carro-chefe, Pure Alpha, no primeiro semestre, segundo uma pessoa que teve acesso aos resultados. O All Weather — seu fundo beta — avançou 8% no período, e o Asia Total Return subiu 18%. No ano passado, o Pure Alpha teve alta de 11,5%. A empresa, liderada pelo CEO Nir Bar Dea e pelos co-CIOs Karen Karniol-Tambour, Bob Prince e Greg Jensen, afirma que seu sucesso recente decorre de grandes mudanças estratégicas implementadas em 2023.
A Caxton Global Investments registrou alta de 9,5% no acumulado até junho, segundo um investidor. O Caxton Macro, fundo gerido por Andrew Law, que comanda a Caxton Associates, subiu 13,5% no ano, de acordo com o mesmo investidor. Entre os principais impulsionadores do desempenho da empresa estavam ações europeias de defesa e bancárias, além da fraqueza generalizada do dólar americano.
Enquanto isso, a Discovery Capital Management, de Robert Citrone, registrou alta de 2,5% em junho, elevando seu ganho no primeiro semestre para 12,5%. A Discovery combina estratégias macro e de ações globais fundamentais. Em um e-mail a investidores, ao qual a Institutional Investor teve acesso, Citrone afirmou que acredita que o recente rally do mercado pode estar perdendo força.
“Embora mantenhamos uma visão construtiva sobre a economia e o mercado dos EUA até 2026, acreditamos que os investidores ficaram excessivamente complacentes com os riscos de curto prazo”, declarou. “As expectativas atuais do mercado — desde alívio tarifário até cortes de juros pelo Fed e desescalada geopolítica no Oriente Médio — parecem inclinadas para os cenários mais otimistas. Na realidade, esperamos um caminho muito mais irregular.”
Como resultado, a Discovery reduziu as posições adicionadas durante a correção anterior e está posicionando a carteira mais próxima de neutra ou levemente vendida no net short durante o verão, segundo a carta. “Nossa intenção é preservar flexibilidade e reassumir riscos de forma seletiva em pontos de entrada mais atrativos no outono”, disse Citrone.
A Rokos Capital Management subiu 2,58% em junho e acumulou alta de 12,26% no primeiro semestre, de acordo com uma fonte com acesso aos resultados.
No entanto, vários fundos ainda estão no vermelho. Por exemplo, o BH Macro registrou ganho de 1,42% em junho, mas permanece com queda de 0,65% no ano.
Talvez o maior perdedor deste ano seja o Haidar Jupiter. O fundo, naturalmente volátil, perdeu outros 2% em junho, elevando sua queda no ano para 21,34%. Em sua carta mensal de maio — sua comunicação mais recente — a Haidar afirmou que todas as perdas acumuladas até então foram resultado de sua estratégia de renda fixa. Porém, ao entrar em junho, a Haidar ainda mantinha sua maior exposição em renda fixa, representando 38% do total, seguida por ações, com 32%.
“Apesar do recente viés hawkish [de aperto monetário] do Banco Central Europeu, esperamos que a contínua valorização do euro possa compelir o BC a implementar mais cortes de juros para enfraquecer a moeda”, disse Haidar aos clientes no relatório de maio. “Da mesma forma, o enfraquecimento da atividade econômica nos EUA e no Reino Unido, somado à quase inexistência de pressões inflacionárias relacionadas a tarifas, está começando a deixar os investidores céticos em relação ao tom hawkish do Fed e do Banco da Inglaterra, potencialmente criando condições para um rally no mercado de títulos, liderado pelo front end [curto prazo].”
Fonte: Institutional Investor
Traduzido via DeepSeek