O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 2,73% em abril, depois de ter aumentado 0,52% um mês antes, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O resultado ficou acima da mediana de 2,53% das estimativas dos economistas ouvidos pelo Valor Data, e dentro do intervalo das projeções (0,78% a 3,26%). Em abril de 2025, o IGP-M caiu 0,24%.
Com o resultado mais recente, o índice acumula alta de 0,61% em 12 meses, acima da mediana das estimativas dos analistas ouvidos pelo Valor Data, de 0,40%, e dentro do intervalo das projeções (-1,28% a +1,13%). Em 2026, o indicador tem alta acumulada de 2,93%.
“Todos os índices registraram influências diretas do conflito geopolítico na região do Estreito de Ormuz, contribuindo, assim, para o avanço do IGP-M. Nos preços ao produtor, o grupo de matérias-primas brutas avançou quase 6%, em decorrência do choque provocado pela guerra. Além disso, observam-se repasses mais relevantes em produtos da cadeia petroquímica, como sacos ou sacolas plásticas para embalagem, itens de grande importância no varejo”, afirmou Matheus Dias, economista do FGV Ibre.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 3,49% em abril, intensificando a alta em relação a março, quando foi de 0,61%. Analisando os diferentes estágios de processamento, o grupo de Bens Finais passou de 0,80% em março para 0,90% um mês depois. O índice correspondente a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos de alimentos in natura e combustíveis para consumo, registrou 0,78% em abril, ante decréscimo de 0,09% em março. A taxa do grupo Bens Intermediários avançou 2,81% em abril, após registrar 0,32% no mês anterior. O índice de Bens Intermediários (ex) (excluindo o subgrupo de combustíveis e lubrificantes para a produção) aumentou 2,11% em abril, contra alta de 0,32% em março. O estágio das Matérias-Primas Brutas acelerou 5,78% em abril, após subir 0,67% um mês antes.
O Índice de Preços ao Consumidor registrou elevação de 0,94% em abril, depois de marcar 0,30% em março. Entre as classes de despesa que compõem o índice, Transportes subiram mais (0,61% para 2,26%), assim como Saúde e Cuidados Pessoais (0,08% para 0,95%), Alimentação (0,95% para 1,15%), Habitação (0,28% para 0,46%) e Vestuário (0,14% para 0,40%). Despesas Diversas abrandaram o ritmo de alta (1,30% para 0,55%), Comunicação (0,14% para -0,02%) mudou de rumo e Educação, Leitura e Recreação recuaram menos (-1,71% para -0,26%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) aumentou 1,04% em abril, seguindo alta de 0,36% em março. O grupo Materiais e Equipamentos avançou de 0,28% para 1,40%; o grupo Serviços acelerou de 0,24% para 0,97%; e o grupo Mão de Obra foi de elevação de 0,47% para 0,61%.
Fonte: Valor Econômico
