O mercado financeiro brasileiro registrou forte correção em maio, com queda de 7,22% do Ibovespa, no pior desempenho mensal desde fevereiro de 2023. Ao mesmo tempo, os BDRX, recibos de ações estrangeiras negociados na B3, avançaram 9,22%, reforçando o papel da diversificação internacional em um cenário de maior aversão ao risco e volatilidade global.
Os dados são de levantamento da Elos Ayta divulgado nesta 2ª feira (1º.jun.2026). O estudo mostra que o aumento das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, somado às incertezas no ambiente político brasileiro, levou investidores a realizar lucros depois de meses de valorização dos ativos domésticos.
O movimento indica uma mudança temporária no apetite por risco e reforça a busca por ativos considerados mais defensivos.
A queda atingiu também empresas tradicionalmente associadas à distribuição de proventos. O Idiv (Índice de Dividendos) recuou 7,62% em maio, no pior resultado desde junho de 2022. Já o índice de Small Caps –empresas de menor valor de mercado– caiu 3,66%, acumulando o 3º mês consecutivo de perdas.
Na direção oposta, o BDRX teve sua maior valorização mensal desde junho de 2024. O desempenho foi beneficiado pela procura por ativos internacionais e pela valorização de empresas estrangeiras em período de maior cautela dos investidores.
Outro destaque do mês foi o euro Ptax –taxa de câmbio oficial de referência–, que avançou 0,94% e voltou ao campo positivo após 4 meses seguidos de desvalorização.
Apesar da correção de maio, os principais ativos brasileiros ainda acumulam ganhos em 2026. O Ibovespa sobe 7,86% no ano, acima do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), que avança 5,66%. O Idiv registra valorização de 5,11% no mesmo período.
Na análise dos últimos 12 meses encerrados em maio, o ouro lidera o ranking de rentabilidade, com ganho de 32,56%. Em seguida aparecem o Ibovespa, com alta de 26,83%, o BDRX, com 24,08%, e o Idiv, com 22,26%.
Entre os ativos de pior desempenho, o bitcoin acumula queda de 22,90% em 2026 e recuo de 37,51% em 12 meses. O dólar Ptax também mantém trajetória de baixa, com desvalorização de 8,10% nos cinco primeiros meses deste ano, depois de ter recuado 11,54% em 2025.
Os números indicam que maio foi marcado pela busca por proteção e pela redução da exposição a ativos de maior risco. Também mostram que estratégias de diversificação, especialmente com investimentos internacionais e ativos defensivos, continuaram relevantes para a preservação de patrimônio em períodos de maior volatilidade.
Fonte: Poder360
