A forte demanda por empresas de e-commerce fez Guarulhos superar Cajamar em estoque de galpões logísticos no segundo trimestre, quando houve crescimento também fora do eixo paulista.
No período, a absorção líquida no segmento alcançou 950 mil m² no país, sendo São Paulo responsável por 46% dessa absorção, concentrada principalmente em Guarulhos, Barueri e ABC. “Guarulhos tem entregado galpões mais modernos e mais próximos do centro de consumo, o que tem aumentado a procura”, diz Mariana Hanania, chefe de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Newmark.
A taxa de vacância no estado caiu de 6,6% para 5,2%, abaixo da média nacional, de 5,9%. Santa Catarina e Pernambuco respondem por iguais 11% da absorção líquida. Em Santa Catarina a demanda foi puxada por Itajaí, Navegantes e Araquari – apesar do aumento da taxa de vacância de 5% para 11% devido à entrega de novos estoques no estado. Em Pernambuco, houve crescimento em Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho, reduzindo a ociosidade pernambucana de 11% para 6%, consolidando o estado como hub do Nordeste.
“Os números reforçam que a demanda segue estruturalmente sólida, mas o que chama a atenção é a descentralização desse crescimento para novos mercados, impulsionado pela necessidade de eficiência operacional e proximidade do consumidor final”, analisa Hanania.
Em Minas, que representou 9% do total da absorção líquida no segundo trimestre, o crescimento se concentrou em Extrema, Contagem e Betim. A Leo Madeiras ajudou a puxar a demanda no estado com 37 mil m² ocupados, o que ajudou a reduzir a taxa de vacância de 5,5% para 4,4%.
No Rio, a taxa de vacância caiu, de 10,4% para 8,9%, mas continua acima da média nacional. “No Rio a recuperação está mais lenta e não temos visto tanto investimento para novos galpões”, diz Hanania.
No Brasil, Mercado Livre e Shopee continuam liderando o aumento de demanda, respondendo por 137 mil m² e 133 mil m² de área nova ocupada no período, respectivamente. Só o Meli já investiu o recorde de R$ 57 milhões em 2026, ou 50% acima do ano anterior.
Fonte: Valor Econômico


