Em meio à persistente demanda de investidores por títulos incentivados, a Sparta concluiu recentemente a captação de cerca de R$ 248,5 milhões de um dos seus fundos de renda fixa focados em debêntures incentivadas. Foi a segunda oferta do Sparta Infra Inflação Longa FIC FI-Infra (DIVS11), fundo listado em bolsa criado no fim de 2024.
As negociações das novas cotas começam hoje na B3. Segundo Ulisses Nehmi, CEO da Sparta, o interesse dos brasileiros por investimentos incentivados deve permanecer alto por mais tempo, mesmo com a possibilidade de tributação desses papéis no ano sendo afastada. “A demanda por incentivadas está assim porque o nível da taxa de juros está alto”, explica.
A tentativa do governo de tributar os títulos acabou chamando mais a atenção dos investidores para eles, lembra Nehmi. “O investidor que não considerava esse risco passa a considerar pensando que uma hora isso pode acabar”, afirma.
Com o maior apetite, as taxas das debêntures incentivadas passaram a cair ficando, em alguns casos, negativas, ou seja, abaixo dos títulos de referência. Isso, no entanto, não fez com que os ativos perdessem a atratividade considerando a isenção para o investidor pessoa física, diz Nehmi.
Atualmente, a Sparta administra R$ 19 bilhões em ativos, dos quais cerca de R$ 8 bilhões estão alocados em fundos de infraestrutura.
Além do DIVS11, a casa tem outros dois fundos listados em bolsa focados em infraestrutura: o JURO11 e o CDII11. “Esses outros dois fundos são mais conservadores, atrelados à inflação curta e CDI. O DIVS11, por outro lado, é de risco maior, mas tem características interessantes para investidores que buscam travar o alto nível da taxa de juros por um tempo maior”, diz o CEO.
O DIVS11 é indexado ao IDkA IPCA 5A, índice da Anbima que que segue o comportamento de aplicações de prazos fixos em títulos públicos – neste caso, atrelados ao IPCA com prazo de cinco anos. O fundo tem como meta entregar 2% ao ano a mais que o benchmark.
O modelo de remuneração consiste no pagamento de rendimentos mensais fixos, que são definidos anualmente pela gestora. Para 2025, o provento do DIVS11 é de R$ 1,20 por cota, isento de Imposto de Renda para pessoas físicas.
Fonte: Valor Econômico


