Por Fernanda Guimarães, Valor — São Paulo
12/01/2023 17h37 Atualizado há 9 horas
Enquanto trabalham para postergar as dívidas junto a todos os seus credores, a Americanas estuda uma solução rápida para sua necessidade de capital, após a notícia de uma fraude contábil no valor de R$ 20 bilhões, disseram fontes.
A estrutura mais rápida seria por meio de uma oferta subsequente de ações (follow-on), com a garantia de compra das ações a ser dada por Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, que detêm, juntos, cerca de 40% da empresa, disse uma fonte que está acompanhando de perto a crise na varejista.
Ainda não se sabe ao certo qual será o valor da oferta, apenas que será de “alguns bilhões”. Uma decisão sobre o formato da operação e prazo para seu lançamento deverá ser tomada amanhã, disseram fontes. Esse será o segundo follow-on em menos de três anos da Americanas, que acessou o mercado em 2020, no pior momento da pandemia e levantou R$ 7,9 bilhões, dinheiro que foi ao seu caixa.
O trio de investidores acompanhou a operação na época, para não ser diluído. Agora, a situação é muito mais difícil, até mesmo pelo valor da ação da empresa, que hoje cai quase 80%, depois do papel passar grande parte do dia em leilão. Com isso, o potencial de diluição das ações é bastante grande e a tendência é de que o trio suba ao controle da empresa, visto que hoje são acionistas de referência.
Depois que a estrutura de capital estiver acertada, o que ainda depende de se entender qual o valor de fato do rombo, a empresa precisará passar por um pente fino de auditorias. Após isso, levantam fontes, a chance é da empresa ser alvo de uma operação de M&A (fusão e aquisição, na sigla em inglês).
Fonte: Valor Econômico