O Comitê de Política Monetária (Copom) se reunirá na próxima quarta-feira (29) para decidir o rumo dos juros e as perspectivas de gestores multimercados sobre os principais indicadores econômicos, segundo levantamento da XP, apontam para um corte mais lento, com uma redução de apenas 0.25 pontos percentuais nesta reunião.
A totalidade dos gestores consultados espera redução de juros no Brasil: em consenso, um corte de 25 pontos-base na taxa Selic na próxima reunião do Copom.
No posicionamento em juros 62% dos gestores seguem aplicados em juros nominais, apostando em queda de taxas, e as posições tomadas foram zeradas. Em juros reais, 71% estão aplicados.
Já em relação à economia americana, o cenário permanece majoritariamente estável: 95% dos gestores esperam manutenção dos juros nos Estados Unidos, enquanto 5% ainda projetam uma redução de 25 pontos-base.
As gestoras consultadas, em sua totalidade, estão vendidas em dólar, o maior nível de consenso da série histórica. Enquanto as posições compradas em real seguem elevadas, com 91% dos gestores posicionados na valorização da moeda brasileira.
“Esse movimento evidencia o câmbio como principal vetor de expressão da convicção macro dos gestores, especialmente na tese de desvalorização do dólar frente ao cenário macro global”, dizem os responsáveis pela análise de fundos da XP, Clara Sodré, Luiz Felippo, Pedro Frota, e José Pini Análise de Fundos, em relatório.
Já em relação à bolsa brasileira, os gestores voltaram a aumentar o otimismo. No mercado acionário local, houve aumento das posições compradas em Bolsa Brasil. Atualmente, 71% dos gestores estão comprados em ações brasileiras ante 52% no mês de março.
Para a pesquisa, realizada entre os dias 20/04 a 24/04, foram consultadas 21 gestoras que possuem mandatos multimercados macro.
Houve a continuidade da elevação nas expectativas para a taxa Selic ao final de 2026, no entanto, apesar do aumento de exposição a ativos domésticos, a leitura sobre a economia brasileira ficou mais desafiadora.
A porcentagem de gestores com visão positiva recuou para cerca de 24%, de 30% em março, enquanto a visão negativa avançou de 4% para 19%.
Fonte: Capital Aberto
