LONDRES, 1º de abril (Reuters) – Os fundos de hedge reduziram apostas arriscadas e buscaram segurança, mostram dados da Goldman Sachs (GS.N), antes do anúncio amplamente antecipado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre tarifas recíprocas que alimentaram temores de uma guerra comercial.
Trump vem sinalizando há semanas que 2 de abril seria a data de entrega do “Dia da Libertação” para suas ações mais ambiciosas até agora, que visam subverter mais de meio século de normas globais de comércio – que reduziram barreiras ao comércio internacional, mas de maneiras que, segundo o presidente, prejudicaram os produtos e trabalhadores americanos.
O Washington Post informou na terça-feira que assessores da Casa Branca elaboraram planos para tarifas de cerca de 20% sobre a maior parte dos US$ 3 trilhões em mercadorias importadas anualmente pelos EUA.
Tarifas mais altas e estimativas de lucros mais baixas devem reduzir os retornos trimestrais do S&P 500 em 5%, mas os mercados dos EUA devem se recuperar no próximo ano, mostrou uma nota da Goldman Sachs enviada a clientes na segunda-feira e vista pela Reuters na terça.
Aqui está o que a corretora prime da Goldman Sachs diz sobre o posicionamento dos fundos de hedge. Uma corretora prime empresta dinheiro a fundos de hedge para negociações e monitora suas atividades.
1/ RETIRADA
Os fundos de hedge reduziram sua exposição líquida em todas as regiões, especialmente na Europa, seguida por mercados emergentes e Ásia.
O volume negociado em bolsas de valores transparentes e não transparentes teve tendência de queda em março, mostram dados da BMLL Technologies, exceto por um grande vencimento de opções em 21 de março. Essas datas geralmente registram volumes maiores de negociação à medida que os derivativos baseados nesses preços são encerrados.

2/ EVITANDO MERCADOS EMERGENTES
Os fundos de hedge venderam posições em grandes mercados emergentes.
E, até agora neste ano, mantiveram mais posições vendidas (short) do que compradas (long) em ações de mercados emergentes na América Latina e Ásia.
Na Ásia, as ações foram vendidas em grandes volumes em março, mostraram dados da Goldman Sachs. Uma posição vendida (short) espera que o preço de um ativo caia, enquanto uma posição comprada (long) espera que ele suba.

3/ SAINDO DAS CÍCLICAS
Os fundos de hedge reduziram suas posições em ações cujo desempenho está intimamente ligado ao ciclo econômico. Essas empresas, como fabricantes de peças automotivas, algumas marcas de joias e lojas de móveis, normalmente enfrentam dificuldades quando os consumidores têm menos dinheiro para gastar.
Esse movimento coincide com o aumento da preocupação de que as tarifas estejam elevando os riscos de recessão nos EUA.

4/ INVERTENDO A ROTA
Os fundos de hedge começaram a vender ações de montadoras europeias, após tê-las comprado até o início de março, mostraram os dados da Goldman.
Especuladores acumularam posições vendidas (short) no setor desde que Trump divulgou na semana passada um plano para implementar uma tarifa de 25% sobre carros e caminhões leves importados a partir de 3 de abril. Um imposto sobre peças automotivas começa em 3 de maio.
A proporção de posições compradas (long) em relação às vendidas (short) no setor automotivo está próxima de mínimas históricas, disse a Goldman.

5/ APOSTANDO EM METAL
Os fundos de hedge foram compradores líquidos em grandes volumes nas últimas semanas em ações de empresas sensíveis aos preços de metais, disse a Goldman.
As participações dos fundos de hedge nessas empresas estão em máximas de vários anos, segundo a nota. A nota não mencionou nomes de empresas.

Fonte: Reuters
Traduzido via ChatGPT


