Os fundos de investimento imobiliário (FIIs) bateram em novembro recorde em captações, com R$ 13,8 bilhões em emissões, informou a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) nesta quinta-feira (18). Além disso, em renda variável, o volume, R$ 10,5 bilhões, foi o maior desde julho de 2022. No geral, o mercado de capitais teve o maior volume mensal do ano, com R$ 98,6 bilhões em emissões e um acumulado de R$ 717,2 bilhões em 2025.
Segundo a Anbima, o valor total em debêntures representou 56,8% (R$ 56 bilhões), sendo R$ 38,6 bilhões de papéis corporativos e R$ 17,4 bilhões em incentivadas.
Os intermediários e demais participantes ligados às ofertas foram os principais subscritores de ambas as modalidades, com 60,1% (R$ 23,2 bilhões) das debêntures corporativas e 95,2% das de incentivadas (R$ 16,6 bilhões). Entre os destinos dos recursos das debêntures corporativas, o pagamento de dívidas segue sendo o principal, com R$ 17,9 bilhões no mês de novembro e R$ 119,5 bilhões no acumulado de 2025.
Os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) tiveram um volume emitido de R$ 6,4 bilhões, acumulando no ano R$ 77,6 bilhões, e o segundo maior entre os principais instrumentos de captações. As notas comerciais registraram volume emitido de R$ 1,7 bilhão, com montante acumulado de R$ 44,2 bilhões no ano.
Já as emissões de certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA) somaram R$ 9,8 bilhões, o que correspondeu a 10% do total emitido em novembro. Em termos de participação, as pessoas físicas e os fundos de investimentos foram os principais detentores das subscrições de CRI, respondendo por 35,7% e 35,5%, respectivamente, enquanto os intermediários e demais pessoas ligadas à oferta foram os maiores subscritores de CRA, com 53,8%.
Os FIDCs tiveram um volume emitido de R$ 6,4 bilhões, acumulando no ano um montante de R$ 77,6 bilhões, e mantendo o segundo lugar entre os principais instrumentos de captações. Os maiores subscritores foram os fundos de investimentos, que captaram R$ 4,8 bilhões, seguidos de perto pelos intermediários e demais participantes ligados à oferta, que ficaram com R$ 1,2 bilhão.
Entre os títulos de renda variável, em novembro ocorreu emissão primária de R$ 10,5 bilhões, sendo o melhor desempenho desde julho de 2022. O saldo acumulado de emissões primárias e secundárias registra R$ 15 bilhões no ano. Não foram observadas novas emissões no mercado de títulos externos.
Fonte: Valor Econômico
