O presidente da distrital do Federal Reserve (Fed) de Mineápolis, Neel Kashkari, acenou nesta terça-feira (7) com a possibilidade de o banco central americano deixar os juros inalterados em um nível elevado por um extenso período de tempo.
“O cenário mais provável é o Fed deixar os juros inalterados até ter certeza que o processo desinflacionário vai continuar”, disse ele, ressaltando que, depois de cair de forma expressiva no segundo semestre de 2023, a inflação registrou três resultados ruins no início deste ano, parando perto de 3%.
Kashkari não descartou uma nova alta de juros caso a inflação fique estagnada em 3%, mas ele acha que este cenário é pouco provável. Sobre o momento do corte, ele disse que o Fed precisa ver vários resultados de inflação bons para tomar essa decisão, e não apenas um, o que sugere que ele espera cortes de juros apenas no fim do ano.
“O mercado de trabalho desacelerou um pouco, mas segue aquecido”, disse. “Teremos que ser pacientes. Os dados irão nos guiar e nos dar confiança para tomar decisões e não a eleição presidencial”, afirmou.
O presidente do Fed de Mineápolis reiterou sua desconfiança de que a força do mercado imobiliário pode ser um indicativo de que a taxa de juro neutra esteja maior que o estimado. Em artigo publicado hoje, ele elevou sua estimativa de juro neutro de longo prazo de 2% para 2,5%, mas mostrou suspeita que isso pode estar acontecendo também no curto prazo.
Segundo Kashkari, um possível indicador de que a política monetária não está restritiva o suficiente é o mercado imobiliário. “Aluguéis subiram recentemente e isso me preocupa”, afirmou. Para ele, a exuberância do mercado financeiro pode ser um sinal de que tanto o Fed como o mercado estejam interpretando de forma errônea o nível do juro neutro.
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“Teremos que ser pacientes. Os dados irão nos guiar e nos dar confiança para tomar decisões e não a eleição presidencial”, afirmou presidente da distrital do Federal Reserve (Fed) de Mineápolis, Neel Kashkari — Foto: Andrew Harrer/Bloomberg
fonte: valor econômico