O banco atualizou as projeções de receitas das empresas em 0,1% entre 2022 e 2025, além de cortar as de Ebitda em 2% e reduzir as de lucro líquido em 11,8%
Por Felipe Laurence, Valor — São Paulo
13/09/2022 14h48 Atualizado há 23 horas
O BTG Pactual fez uma grande revisão das suas estimativas do setor de varejo, aumentando, na média, as projeções de receitas das empresas sob sua cobertura em 0,1% entre 2022 e 2025, além de cortar as de Ebitda em 2% e reduzir as de lucro líquido em 11,8%, atualizando também premissas macroeconômicas nos modelos.
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Com isso, o banco elevou os preços-alvos de Lojas Renner de R$ 37 para R$ 39, Assaí de R$ 19 para R$ 25, Arezzo de R$ 103 para R$ 125, Hypera de R$ 43 para R$ 48, Grupo Soma de R$ 17 para R$ 19, Positivo de R$ 15 para R$ 17 e Vulcabras de R$ 13 para R$ 18, reiterando recomendação de compra para todas.
Também cortaram os preços-alvos de GPA de R$ 47 para R$ 39, Raia Drogasilde R$ 31 para R$ 29, C&A de R$ 11 para R$ 7, Grupo Mateus de R$ 13 para R$ 11, Lojas Quero-Quero de R$ 15 para R$ 11, Smart Fit de R$ 33 para R$ 27, Grupo SBF de R$ 34 para R$ 31 e Panvel de R$ 34 para R$ 25. Todas foram mantidas com recomendação de compra.
Os analistas Luiz Guanais, Gabriel Disselli e Victor Rogatis escrevem que as empresas do setor de varejo continuam pressionadas pelo cenário econômico global desafiador, tanto no Brasil quanto no exterior, apesar de alguns sinais positivos como a queda na taxa de desemprego e redução da inflação em alguns setores.
“Neste cenário confuso, preferimos um mix de exposição a empresas que se beneficiam da reabertura econômica, mas com poder de reajuste de preços, bom momento operacional e com proteção da inflação”, comentam. No curto prazo, as suas preferências ficam em Arezzo, Lojas Renner, Grupo Soma e Assaí.
No segundo semestre, as tendências vistas entre abril e junho devem se repetir, com empresas sentindo impactos negativos de custos e inflação, enquanto varejistas com exposição a alta renda devem se manter resilientes e as que atuam com clientes de baixa renda devem se beneficiar dos pagamentos do Auxílio Brasil.
Já no longo prazo, a tendência de crescimento do comércio eletrônico deve se manter, ganhando espaço sobre lojas físicas, com expansão acelerada das empresas no interior do Brasil e as grandes companhias do setor continuando a ganhar escala em um mercado que ainda é muito fragmentado.
Fonte: Valor Econômico