A gestora Verde, de Luis Stulhberger, avalia que as eleições serão o principal determinante da bolsa brasileira nos próximos meses, período no qual boatos e pesquisas eleitorais deve provocar muito vaivém nas ações locais. A casa mantém aposta na renda variável tanto local quanto lá fora.
A avaliação foi compartilhada na carta para investidores de julho, quando o fundo multimercado mais antigo da gestora teve ganhos de 1,09%, com 8,18% acumulados neste ano, ante 1,22% do CDI, que acumulou em 8,14%.
Os ganhos vieram de ações locais e estratégias de proteção (“hedge”) no mercado de juros. As perdas vieram de bolsa global, metais preciosos e juros reais americanos. No ano, a maior perda da Verde é com crédito local, em um recuo de 1,04% no acumulado desde janeiro.
Na bolsa global, os gestores viram uma correção “na franja mais especulativa das ações ligadas ao boom da IA”. A carta cita o índice da bolsa coreana, o Kospi, que recuou 22,2% no mês, e o SOX, índice de semicondutores nos EUA, que caiu 20,6%. O movimento, porém, não altera os fundamentos do tema.
“Vemos uma situação técnica bastante mais limpa após a correção de julho e continuamos engajados no tema inteligência artificial”, escreveram.
A carta comenta ainda sobre a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de manter os juros inalterados, apesar de três votos contrários, algo “raríssimo”. Warsh teria surpreendido todos os lados, na leitura da Verde, e é preciso “separar o ruído do sinal” com a “humildade” em relação aos seus limites em antecipar os próximos da política monetária americana.
Fonte: Valor Investe

