O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira que a instituição aprovou um “recorde histórico” de R$ 11,1 bilhões para projetos de inovação em 2024.
O valor, contabilizado de janeiro a 14 de novembro, já representa o maior apoio à inovação desde 1995, segundo dados do banco de fomento. Em 2023, por exemplo, o BNDES aprovou R$ 5,3 bilhões para projetos de inovação, de acordo com série histórica apresentada pela assessoria.
“Nós batemos recorde histórico este ano, com R$ 11,1 bilhões direto para inovação. Se nós quisermos disputar cadeias de valor, nós temos que inovar e isso está no coração da indústria 4.0”, afirmou Mercadante durante um evento sobre política industrial em São Paulo.
O presidente do banco de fomento lembrou que o BNDES se comprometeu com R$ 342,7 bilhões em crédito para a Nova Indústria Brasil (NIB), dos quais R$ 161 bilhões já foram disponibilizados. Desse valor, R$ 120 bilhões foram para financiar projetos de produtividade, segundo Mercadante. “Estamos dando nesse esforço de investimento em modernização e renovação de parque industrial o foco mais importante”, afirmou.
Dentro desse pacote, explicou Mercadante, está o financiamento para a indústria de eVTOLs, popularmente conhecidos como “carros voadores”, da Embraer. Ele também citou o apoio do banco às operações de exportação da empresa de aviação.
“Semana passada exportamos seis Super Tucanos para o Paraguai e estamos fechando vários [modelos] KC, um produto muito mais complexo, para mostrar que temos condição de disputar áreas de alto valor agregado”, afirmou.
O presidente do BNDES destacou ainda a demanda para projetos de combustíveis sustentáveis de aviação e navegação: “Fizemos um edital com R$ 6 bilhões e a demanda foi de R$ 167 bilhões. É uma demanda espetacular que pode fazer a gente ter uma presença decisiva num setor em que demanda está contratada e é gigantesca. O Brasil pode liderar esse processo”, disse.
Segundo Mercadante, o banco está “batendo recorde” no financiamento à indústria de fármacos, com operações para importação de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), usado em vacinas, de produção de medicamentos de última geração e modernização do parque industrial.
Já na indústria automotiva, ele destacou o financiamento para ônibus elétricos. “Temos 52% dos ônibus que circulam na América Latina e perderemos esse mercado se não formos para ônibus elétrico. Vamos anunciar ainda esta semana alguns grandes pacotes na área.”
— Foto: Gabriel de Paiva/Agência O Globo
Fonte: Valor Econômico