Por Caetano Tonet e Estevão Taiar, Valor — Brasília
28/07/2023 14h59 Atualizado há 2 dias
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) definiu em três pilares os principais desafios da agenda econômica do governo: Câmbio, juros e imposto. A fala aconteceu em um encontro com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), empresários da indústria, do comércio, do agronegócio e da comunicação na Assembleia Legislativa de Goiás organizado pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO).
“O presidente Lula colocou a campanha inteira desenvolvimento inclusivo, com previsibilidade e estabilidade e desenvolvimento com sustentabilidade. Câmbio, juros e imposto. O câmbio está competitivo”, afirmou. “A melhor profissão no Brasil é advogado tributarista”, complementou.
Alckmin também defendeu a simplificação tributária para onerar menos o setor produtivo. “Um dos objetivos é desonerar investimentos. Infelizmente no Brasil quem investe paga imposto. A medida que você tira cumulatividade você desonera investimento”, pontuou.
O vice-presidente, que também ocupa o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, defendeu a reforma tributária e disse que o objetivo é simplificar a tributação sem aumentar a carga. ” O imposto não tem como reduzir do dia para noite, mas também não deve aumentar. Deve ter sim na reforma tributária uma trava. O objetivo não é aumentar a carga e sim simplifica-la”, explicou Alckmin.
Para ele, é preciso aumentar a desoneração das exportações e usou o agro como exemplo. “Desonerar exportação. O sucesso do agro é que ele exporta para o mundo. Ele vai ser muito beneficiado. Hoje, o mundo que cresce é comércio exterior. Porque que a China cresce?”, argumentou.
Alckmin criticou a taxa de juros e defendeu a diminuição para que o Brasil seja mais competitivo. “Custo de capital é competitividade se meu concorrente lá na Europa tem juros negativo, se os Estados Unidos é praticamente juros real zero como é que o empresário paga mais de 10% de juros real? Selic 13,75% com inflação de 3,1%. Não é razoável”, afirmou o vice-presidente à jornalistas na saída do evento.
Fonte: Valor Econômico