O risco que Larry Summers vê na eleição de Trump
Segundo Summers, o populismo é quase sempre negativo para o desempenho econômico – seja o populismo de direita ou o de esquerda
Segundo Summers, o populismo é quase sempre negativo para o desempenho econômico – seja o populismo de direita ou o de esquerda
O início da operação de uma nova fábrica, em Nova Lima (MG), vai colocar o Brasil mais perto da autossuficiência na produção de insulina. A unidade da Biomm, que acaba de receber sinal verde da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e um novo aporte de investidores, estima produzir, já neste ano, cerca de 10 milhões de frascos e seringas do biomedicamento. Mas poderá chegar a até 40 milhões, em plena operação. O volume é suficiente para que atenda sozinha a 80% da demanda nacional.
Na esteira do rali das debêntures incentivadas (com isenção de Imposto de Renda), causado pelas restrições do Conselho Monetário Nacional (CMN) às emissões de certificados e letras de crédito imobiliário e do agronegócio (CRIs, CRAs, LCIs, LCAs e LIGs), outra corrida começou. Para aproveitar a janela favorável, com alta demanda e taxas em baixa, empresas estão antecipando suas captações e já há casos de companhias que iam lançar debêntures comuns, por exemplo, e mudaram para as incentivadas. Em apenas 20 dias de fevereiro, Renato Otranto, chefe de estruturação do banco Daycoval, calcula que o volume de operações, incluindo os dois tipos de papel, já supera os R$ 20,7 bilhões de janeiro, períodos que costumam ser sazonalmente mais fracos, e prevê que o mês pode fechar com R$ 30 bilhões em emissões.
Se comparada a 2023, a alta é ainda mais significativa, já que nos primeiros dias do ano o mercado operava sob o baque do rombo da Americanas. Janeiro do ano passado ainda teve operações num total de R$ 26,6 bilhões, mas em fevereiro o volume se restringiu a R$ 16 bilhões. “O investidor está comprando o que vê pela frente na expectativa de os spreads [diferença entre taxas pagas pelos títulos e rendimentos das NTN-Bs equivalentes, que são referência no mercado de incentivadas] caírem mais”, diz Otranto.
Novo Nordisk perderá a licença para uso exclusivo da semaglutida no Brasil em breve.
A projeção indica que a movimentação nos setores marginais serão sentidos em cascata, a depender de uma série de fatores que, se cumpridos, resultam em benefícios ou malefícios para certas áreas. Sob esse aspecto, o varejo alimentar, a indústria de alimentos e cervejarias podem sentir impactos negativos; enquanto isso farmácias, varejo de vestuário e empresas que trabalham com bens aspiracionais (viagens, itens de luxo) podem se beneficiar.
Tudo isso, porém, parte do princípio da perda da patente. Só assim o medicamento seria barateado via produção de genéricos. “Se tudo o mais constante acontecer, o preço cair, o público-alvo expandir, estamos falando de algo a partir de 2027, com a queda da licença exclusiva, para começar a movimentar os outros setores”, diz Cunha.
Conforme estudo com dados do TJSP, entre os anos de 2020 e 2022, o valor médio de pedido de indenização é de R$ 35 mil por ação judicial
A popularidade do Ozempic (semaglutida) tem o potencial de impactar diversos setores na economia brasileira, de vestuário ao mercado de luxo, passando pelos alimentos — em especial os ultraprocessados —, nos próximos anos. Pelo menos, é isso o que diz o relatório da Ace Capital, ao qual o Valor teve acesso, e que analisa os efeitos de uma possível redução de preço da caneta injetável emagrecedora a partir da queda da patente do princípio ativo, prevista para 2026 no Brasil.
No Brasil, 20,3% dos brasileiros adultos eram obesos em 2019, com aumento observado tanto no sexo feminino quanto no masculino nos últimos anos, conforme o relatório do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2023.
Em uma projeção da World Obesity Federation (Federação Mundial de Obesidade, em português), o Brasil deve ter 41% da população adulta com obesidade em 2035, caso os números continuem com a tendência atual. O impacto do sobrepeso no PIB nacional em 2035 será de 3%, considerando os gastos com assistência médica, podendo chegar a US$ 75,8 bilhões (cerca de R$ 375,4 bilhões no câmbio atual). A projeção considera que o PIB brasileiro será de US$ 2,54 trilhões naquele ano.
German pharma group finds no unexpected side effects during trial, including at higher doses
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Fármacos semelhantes ao desenvolvido pela Novo Nordisk têm sido utilizados por jovens com obesidade
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