Hypera Pharma investe mais em pesquisa de olho no mercado institucional

Com vistas a aumentar a venda de produtos para uso em hospitais e clínicas, a Hypera Pharma aumentou o investimento em pesquisa e desenvolvimento no terceiro trimestre de 2023 para 153 milhões de reais, 16% a mais que no mesmo intervalo do ano anterior. Agora, lança seu primeiro produto exclusivo para hospitais, o anestésico intravenoso de curta duração Hyfol, que tem como princípio ativo a molécula propofol.

De julho a setembro do ano passado, o mercado institucional gerou 119,3 milhões de reais em receita líquida para a farmacêutica, 18,3% mais que no segundo trimestre de 2022.

“Esse lançamento (do Hyfol) aumenta nossa oferta para hospitais e clínicas, ampliando nossa relevância como fornecedores para esse canal, que responde por cerca de 40% do mercado farmacêutico total”, afirma Tobias Henzel, diretor executivo de mercado institucional na Hypera.

Vonau rendeu R$ 30 mi à USP, diz farmacêutico que criou remédio

O professor da USP (Universidade de São Paulo) e farmacêutico que criou o remédio para enjoos Vonau, Humberto Ferraz, disse em entrevista ao Poder360 que o faturamento da instituição com o medicamento desde 2005, quando foi colocado no mercado, foi de R$ 30 milhões.

Nos últimos 5 anos, o total de royalties para a USP foi de R$ 17,3 milhões com o remédio. “O recurso ajuda muito a manter as atividades de pesquisa”, disse o profissional.

O Vonau teve faturamento de mais de R$ 4 milhões tanto em 2019 quanto em 2022 em royalties para a USP. Em 2020, ano da pandemia, esse valor caiu para R$ 2 milhões.

O medicamento foi criado pela USP em parceria com a farmacêutica Biolab. A empresa e a universidade são as titulares da patente. Foram 13 anos e meio para que a patente fosse concedida pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) à Biolab e à USP, afirma Ferraz.

Pague Menos (PGMN3): resultado do 4º tri pode mostrar leve pressão na margem, indica Genial

A Genial Investimentos espera um resultado com leve pressão de margem bruta a/a, mas o balanço deve reverter o prejuízo sequencial.

“Apesar de sermos construtivos com a tese secular do envelhecimento da população e oportunidades de longo prazo no setor, mantemos nosso viés NEUTRO para o segmento de varejo farmacêutico em 2024”, afirmam os analistas Iago Souza, Nina Mirazon e Vinicius Esteves.

Os principais motivos, segundo a casa, são a desaceleração de crescimento do top line (dado o menor reajuste CMED 2023 5,6% vs. 10,9% em 2022), além das medidas tributárias nos temas de ICMS e subvenção para investimentos (MP 1.185).

Apesar de acreditar que 2024 pode ser o começo da virada de chave para a companhia, os analistas preferem manter uma postura cautelosa.