Relatório da reforma tributária terá IVA dual, alíquotas múltiplas e 4 regimes

O relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), chegou a defender algumas vezes que o melhor modelo é um IVA único para União, Estados e municípios. Mas os 12 integrantes do GT decidiram em reunião na quarta-feira que politicamente é mais viável um IVA duplo – um federal e outro estadual/municipal. A legislação, contudo, será uma só para todo o país e a arrecadação deve ocorrer numa agência nacional centralizada tripartite.

A reunião com Haddad também pode indicar o prazo de transição da reforma, hoje entre seis e dez anos para os contribuintes, mas isso ainda não está certo e pode ser outro tema que ficará para o substitutivo. Há duas possibilidades: um mais curto, de seis anos, com o governo precisando gastar mais para compensar as empresas pelo fim de seus incentivos fiscais, ou outro mais longo para que esses benefícios sejam convalidados pela PEC e extintos ao longo do tempo. A tendência é que, se o tema entrar no relatório de agora, seja esta segunda opção.

O relatório também dirá que o IVA não terá uma única alíquota, mas não vai citar por enquanto quantas serão, os valores e nem quais setores terão tratamento diferenciado. Isso ficará para o substitutivo ou até para o projeto de lei complementar, segundo fontes. O texto vai propor o “cashback” (devolução de impostos), mas sem detalhar o funcionamento e público-alvo.

Quatro setores terão regimes especiais de pagamento do IVA: os combustíveis terão cobrança monofásica, nas refinarias, e não ao longo da cadeia produtiva para evitar sonegação; o sistema financeiro e o setor de seguros terão pagamento sobre seus ganhos globais e não sobre cada operação para que não ocorra aumento de custos em toda a economia; e a construção civil terá um modelo próprio de tributação.

O documento ainda incorporará a sugestão da PEC 110 de cobrança de IPVA para embarcações de luxo e aeronaves, mas falta decidir quem ficará responsável, se a União ou os Estados. É uma forma, segundo os deputados, de já sinalizar a intenção de tratar também dos impostos sobre a renda e patrimônio, que são uma segunda etapa da reforma.

Remédio para câncer de tireoide terá cobertura por planos

Uma nova droga contra câncer de tireoide acaba de ser incorporada no rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), que indica quais tratamentos devem ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde.

A droga, chamada Lenvima (mesilato de lenvatinibe), é indicada para o tratamento de alguns tipos de câncer de tireoide em pacientes que já passaram pela radioterapia, mas não tiveram sucesso no combate à doença.

Libbs lança 3º programa de inovação aberta

O programa de inovação aberta da Libbs chega à terceira edição, com inscrições válidas até 23 de junho. Por meio da iniciativa, intitulada Linna, a farmacêutica busca startups, scale ups ou pequenas empresas com soluções inovadoras para os desafios internos da companhia.

Enquanto nas duas primeiras edições o programa focou em iniciativas que buscavam melhorias e eficiência do negócio principal da Libbs, o Linna 2023 investe fichas em parceiros que proporcionem não apenas eficiência e aumento de produtividade, mas também a incorporação de novos conhecimentos em toda a cadeia. Há também mais flexibilidade para uma maior duração dos pilotos, pois algumas soluções podem exigir mais tempo de implementação e obtenção de resultados.