Por Sagarika Jaisinghani — Bloomberg
02/06/2023 05h03 Atualizado há 4 horas
As ações europeias estão mais atraentes do que as americanas porque já precificam muitos riscos negativos, segundo estrategistas da Sanford C. Bernstein.
Em um ambiente econômico que se deteriora, as previsões de lucros já reduzidas e múltiplos de preço em mínimas históricas das ações europeias oferecem mais pontencial de ganhos, disseram os estrategistas Sarah McCarthy e Mark Diver. “As expectativas de lucros nos EUA estão muito mais elevadas e têm mais potencial para cair se ocorrer uma desaceleração, como esperamos”, disseram. Ao mesmo tempo, “o sentimento continua extremamente deprimido em relação à Europa”, afirmam.
Os estrategistas – que previram corretamente em janeiro que o rali das ações europeias tinha mais fôlego – reiteraram sua recomendação de exposição maior à renda variável na região em relação aos EUA, destacando também as fortes recompras.
Em maio, o índice Stoxx 600 reverteu seu desempenho superior recorde em relação ao S&P 500 no início deste ano, com o setor de luxo afetado por uma recuperação econômica vacilante em seu principal mercado, a China. A Europa também ficou de fora do recente rali de tecnologia impulsionado pela inteligência artificial, que deu os melhores retornos ao Nasdaq desde 2005 no mês passado, mas parece ter esfriado.
Parte do impulso das ações de tecnologia nos Estados Unidos se baseia em apostas de que o Federal Reserve começará a cortar os juros em breve, visão que os estrategistas da Bernstein dizem ser otimista de mais. A visão dos estrategistas da Bernstein contrasta com a de Beata Manthey, do Citigroup, que disse em março que prefere ações americanas em meio a preocupações de desaceleração do crescimento econômico. Estrategistas sondados pela Bloomberg também não esperam mais ganhos para ações europeias em 2023.
Fonte: Valor Econômico