Por Pedro Borg, Valor — São Paulo
11/01/2023 11h40 Atualizado há 23 horas
A União Europeia (UE) e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) se comprometeram a criar uma força-tarefa para a proteção de infraestruturas críticas, em especial aquelas ligadas a rede elétrica do continente.
O anúncio feito nesta quarta-feira pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e pelo secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg. Ele ressaltou as dificuldades enfrentadas pela UE em 2022 para garantir o fornecimento de energia como principal motivo para a criação da força-tarefa.
No último ano, a Europa enfrentou uma série de desafios para a manutenção do fornecimento de energia, como o corte de fornecimento do gás da Rússia e a guerra da Ucrânia, que fizeram subir os preços no continente e provocaram uma busca por novos fornecedores.
Outro fator foi uma explosão nos gasodutos Nord Stream I e II, que ligam a Rússia ao restante da Europa, um ataque cuja autoria ainda não foi descoberta.
“A resiliência e a proteção da infraestrutura crítica são uma parte fundamental de nossos esforços conjuntos, como vimos com o uso político da energia pelo presidente Putin […] quanto a sabotagem dos oleodutos Nord Stream”, disse Stoltenberg durante coletiva de imprensa.
“Concordamos em criar uma força-tarefa Otan-UE sobre resiliência e infraestrutura crítica. Queremos analisar juntos como tornar nossa infraestrutura crítica, tecnologia e cadeias de suprimentos mais resilientes a possíveis ameaças e tomar medidas para mitigar possíveis vulnerabilidades”.
Durante a coletiva, a presidente da Comissão Europeia ressaltou que a força-tarefa vai trabalhar para “identificar as principais ameaças” a infraestrutura energética do continente e também desenvolver maneiras e métodos para proteger estas unidades.
Fonte: Valor Econômico
