Ministério reforça que a vacinação é o meio principal de proteção contra a covid-19 e garante que não haverá falta de doses
- O Estado de S. Paulo.
- 7 Dec 2023
Subvariantes do vírus Registradas no Ceará, a JN.1 e a JG.3 já foram identificadas em 47 países, diz a OMS
Diante da identificação de duas sublinhagens de uma variante do coronavírus no Brasil (JN.1 e JG.3), o Ministério da Saúde informou que monitora o cenário de novas variantes no País e reforçou a vacinação como principal meio de proteção contra a covid-19.
“É importante que todos os brasileiros atualizem o esquema vacinal com todas as doses recomendadas para cada faixa etária, incluindo o reforço bivalente”, destacou a pasta. “Todas as vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde atualmente são eficazes contra variantes que circulam no País, prevenindo sintomas graves e mortes”, diz a pasta, que ressaltou que o antiviral nirmatrelvir/ritonavir está disponível na rede pública para o tratamento da infecção por covid19 em idosos com 65 anos ou mais e imunossuprimidos com 18 anos ou mais, logo que os sintomas aparecerem e houver teste positivo.
Segundo o ministério, a subvariante JN.1, inicialmente detectada no Ceará, já corresponde a 3,2% dos registros em todo o mundo. Já a sublinhagem JG.3, também identificada no Ceará, é monitorada em São Paulo, no Rio e em Goiás. Ambas as subvariantes já foram encontradas em 47 países, conforme relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em outubro, o Ministério da Saúde anunciou a inclusão da vacina covid-19 pediátrica no calendário nacional de vacinação e a imunização da população de alto risco para agravamento da doença a partir de 2024. A pasta garante ter estoque suficiente para ambos os grupos no próximo ano.
“Já está em andamento a aquisição de vacinas para o calendário do próximo ano. O novo contrato prevê o fornecimento das versões mais atualizadas dos imunizantes, desde que aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária”, diz. Ainda segundo o ministério, os dados no Brasil e no mundo apontam que medidas de prevenção e controle da covid-19 devem ser reforçadas em crianças para protegê-las de formas graves da doença e amenizar a propagação do vírus na população. A partir de 2024, o esquema vacinal completo para crianças de 6 meses e menores de 5 anos contará com três doses, a serem aplicadas seguindo os intervalos recomendados: entre a 1.ª e a 2.ª dose, intervalo de quatro semanas; e, entre a 2.ª e a 3.ª dose, intervalo de oito semanas. As crianças que tiverem tomado as três doses em 2023 não vão precisar repeti-las no ano que vem.
CEARÁ.
A pasta destacou ainda que, desde o fim de novembro, mantém contato com as autoridades de saúde do Ceará. “Uma equipe de resposta rápida e da área técnica de vigilância epidemiológica da covid-19 da pasta está de prontidão para seguir para o local, assim que for solicitada”, diz. O governo federal enviou ao Estado um reforço de 900 tratamentos antivirais para casos leves de covid-19 para idosos com 65 anos ou mais e imunossuprimidos com 18 anos ou mais e autorizou o envio de mais 820 tratamentos. Cerca de 35 mil reações para diagnóstico molecular do vírus e 30 mil testes rápidos de antígeno também foram encaminhados ao Ceará. •
AGÊNCIA BRASIL
Fonte: O Estado de S. Paulo


