Por Valor, com Dow Jones Newswires — São Paulo
12/01/2023 12h24 Atualizado há 20 horas
Os números da inflação dos Estados Unidos de dezembro apresentaram o menor patamar do índice desde outubro de 2021, indicando uma queda na atividade econômica do país.
As importações e exportações dos EUA caíram em novembro em relação a outubro, assim como recuaram as vendas no varejo, a produção industrial e as vendas domésticas. Já a criação de vagas de trabalho e a média salarial no país desacelerou em dezembro.
O economista sênior da firma de investimentos Vanguard, Andrew Patterson, disse em e-mail que, junto com o relatório de empregos, os dados de inflação desta quinta-feira são “uma mistura de sentimentos quando você analisa as nuances”.
Ele diz que a parte boa dos dados mostram que os preços e custos de setores vitais para a economia do país caíram, assim como o núcleo da inflação ano a ano.
No lado negativo, Patterson ressalta a alta nos preços de alimentos e vestuários, que subiram acima do esperado.Ele disse também que os preços da habitação também permanecem elevados, embora muitos economistas tenham notado que é normal que haja um atraso na desinflação neste setor.
Diante da situação atual, o economista-sênior do Oxford Economics, Bob Schwartz, disse ao Valor que a melhora dos gargalos nas cadeias de abastecimento, a redução na demanda e preços mais baixos de energia podem manter a trajetória de queda da inflação em 2023.
Apesar da tendência de baixa, o presidente-executivo do JPMorgan, Jamie Dimon, disse na terça-feira que a inflação atual pode forçar o Federal Reserva (Fed, o banco central americano) a elevar a taxa básica de juros para 6% neste ano, patamar mais alto do que o nível máximo da taxa de juros definida pelo Fed em 2022, que foi entre 5% e 5,5%
“A inflação não cairá exatamente como as pessoas esperavam”, disse Dimon. “Mas com certeza vai cair um pouco”.
Fonte: Valor Econômico

