Por Michael Mackenzie, Bloomberg
27/07/2023 15h30 Atualizado há 19 horas
Dezesseis meses após o Federal Reserve começar seu ciclo de aumento de juros mais agressivo em décadas, os mercados respiram aliviados com a expectativa de que o banco central americano pode — finalmente — ter chegado ao fim do aperto.
Na Pimco, no entanto, Daniel Ivascyn diz que os investidores deveriam lembrar que isso não é uma certeza.
Ele não é do contra, desafiando o consenso mais amplo de que o banco central está próximo do fim de sua campanha de aperto. Apenas alerta que o Fed pode aumentar juros novamente em setembro se os dados de inflação apoiarem isso, disse ele, embora as chances estão “perto de um cara ou coroa”.
E mesmo que o Fed mantenha a taxa básica estável na próxima reunião, o risco de aumentos de juros provavelmente persistirá por algum tempo, disse.
Um dos motivos é que o mercado imobiliário residencial permanece robusto, apesar do salto acentuado dos juros, em parte porque muitos mutuários garantiram taxas baixas antes do aperto. Os preços elevados dos imóveis podem continuar afetando os aluguéis, pressionando os índices de inflação para cima.
“Existe uma chance de a inflação permanecer estável e acima das metas do banco central”, disse Ivascyn, co-gestor do Pimco Income Fund, de US$ 124 bilhões, que superou cerca de 90% de seus pares em 2023 e nos últimos cinco anos. “Será perigoso achar que eles terminaram.”
Ivascyn disse que o impacto das medidas do Fed foi atenuado porque muitas famílias e empresas tomaram empréstimos durante a pandemia, a juros baixos, que deram aos proprietários pouco incentivo para vender, contribuindo para uma escassez que pressiona os preços para cima.
Fonte: Valor Econômico
