O índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, indicador de inflação preferido do banco central americano (Federal Reserve, o Fed) para definir os próximos passos sobre os juros, registrou alta de 0,2% em setembro. O indicador acelerou frente a agosto, quando apontou alta de 0,1% dos preços. É o que informou o Escritório Federal de Análise Econômica dos EUA (BEA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (31).
O resultado ficou em linha com as expectativas dos analistas. Na base anual, o PCE subiu 2,1% e desacelerou em relação a agosto, quando havia avançado 2,3%.
Já o núcleo do PCE (que exclui preços mais voláteis, como alimentos e energia), subiu 0,3% em setembro, também em linha com a expectativa do mercado, de alta de 0,3%. O indicador também mostrou aceleração ante agosto, quando subiu 0,1% em relação a julho. Na base anual, o núcleo ficou em 2,7%, ligeiramente acima da expectativa de 2,6% e estável em relação ao mês anterior.
E os juros, como ficam?
Com a proximidade da reunião do Fed, no dia 7 de novembro, há um consenso de que o ritmo de queda dos juros deve diminuir de 0,50 ponto percentual para 0,25 ponto percentual.
Contudo, ao mostrar uma desaceleração, o PCE pode indicar que a alta dos preços está relativamente controlada e, portanto, pode haver espaço para cortes de juros mais elevados.
Ontem, o PIB norte-americano surpreendeu ao vir levemente abaixo do esperado, o que reforça a possibilidade de a autoridade monetária realizar um corte gradual dos juros na semana que vem.
Além destes números do PIB, outros ajudarão o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a acertar a sintonia fina dos cortes. Já conhecemos nesta semana o número de vagas abertas e o saldo do emprego na iniciativa privada. Ainda conheceremos, nesta sexta (2), o raio X completo do mercado de trabalho americano, o payroll.
Fonte: VALORINVESTE
