O general da reserva Benny Gantz, opositor que integrava o gabinete de guerra liderdo pelo premiê de Israel, Benjamim Netanyahu, renunciou neste domingo — como vinha que antecipando que faria, por discordar da ausência de uma estratégia viável do governo para uma saída da Faixa de Gaza.
O mal-estar entre Gantz e o restante da coalizão de Netanyahu cresceu no fim de semana, com o aumento das críticas à operação dos militares israelenses que resgatou quatro reféns em um campo de refugiados em Nuseirat, no centro do enclave, mas deixou 274 palestinos mortos e 698 feridos — de acordo com números do governo de Gaza, controlado pelo grupo terrorista Hamas.
Analistas estimam que a renúncia de Gantz não representa uma ameaça imediata ao governo de Netanyahu, mas isso deve deixar o premiê mais dependente de seus aliados de extrema direita.
Gantz acusou Netanyahu de impedir uma vitória real ao permitir que considerações políticas impedissem decisões estratégicas na guerra de Gaza. Ele também pediu a Netanyahu que convoque eleições.
Gantz, que é popular entre os militares, juntou-se ao governo de Netanyahu pouco depois do ataque do Hamas em 7 de outubro, numa demonstração de unidade. A sua presença também aumentou a credibilidade de Israel junto dos seus parceiros internacionais. Ele tinha dito que deixaria o governo até 8 de junho se Netanyahu não formulasse um novo plano para Gaza do pós-guerra.
Fonte: Valor Econômico
