A corrida global pela infraestrutura de inteligência artificial ganhou um novo capítulo no Brasil. A Ascenty, joint venture entre Digital Realty e Brookfield Infrastructure, anunciou a construção de quatro data centers preparados para IA na região de São Paulo, com investimento de US$ 1,2 bilhão. Juntos, os projetos somam 150 MW – capacidade equivalente a mais de 40% de tudo o que a companhia construiu em 15 anos de história – e já estão totalmente pré-locados por empresas globais de tecnologia.
O movimento responde a uma mudança estrutural do mercado.
“A Ascenty está na linha de frente dessa nova onda. Estamos construindo a infraestrutura que vai impulsionar a próxima geração de IA no mundo”, afirma Chris Torto, CEO da companhia.
O principal projeto é o Sumaré 3, primeira unidade da América Latina concebida desde a origem para cargas de trabalho de IA em larga escala. Com 90 MW de capacidade inicial e previsão de dobrar, o data center terá 48 mil metros quadrados de área construída, resfriamento líquido direto no chip e arquitetura em circuito fechado. As obras começaram em março de 2026, com entrega prevista para o terceiro trimestre de 2027 – e geração estimada de 600 empregos no pico da construção, além de 120 postos permanentes após a conclusão.
Em Vinhedo, campus em operação desde 2019, a expansão inclui a ampliação do Vinhedo 2, de 50 MW para 80 MW, e a construção do Vinhedo 3, com 90 MW dedicados exclusivamente à IA. Com a evolução dos projetos, o campus passará a contar com cinco data centers de grande porte. Juntos, Sumaré e Vinhedo formam um corredor digital de alta capacidade na região de Campinas, reunindo disponibilidade de energia, conectividade densa por fibra óptica e proximidade com a demanda corporativa de São Paulo. Na capital paulista, um sexto data center adicionará 20 MW à operação.
Com 40 data centers em operação ou construção no Brasil, Chile, México e Colômbia, interligados por 4 mil quilômetros de fibra óptica própria, a Ascenty aposta na combinação entre densidade computacional e eficiência: as operações são certificadas como carbono neutro, com WUE zero e energia 100% renovável.
“O Brasil se consolida como um dos principais polos globais para data centers. Essa expansão reforça a importância estratégica do país para o nosso negócio”, diz Torto.
Fonte: Forbes Brasil
