12 Jul 2022 GABRIEL CALDEIRA
Empossada no cargo na semana passada depois da renúncia de Martín Guzmán, a nova ministra da Economia da Argentina, Silvina Batakis, anunciou ontem um pacote de medidas econômicas para tentar retomar o equilíbrio fiscal do país. Silvina afirmou que o acordo de renegociação da dívida de US$ 45 bilhões com o Fundo Monetário Internacional (FMI) será mantido, ao contrário do que a própria ministra havia afirmado antes.
“Se mantém as metas acordadas com o FMI. Entendemos que é um acordo que firmamos como Estado e que temos de cumprir”, disse ela, antes de ressaltar que a “chegada” do Fundo ocorreu em um momento de “máxima especulação” na Argentina.
Quanto às medidas econômicas, a ministra afirmou que o repasse mensal do governo aos órgãos do setor público não ultrapassará a arrecadação, e anunciou a criação de um “comitê assessor da dívida” para “avaliar e propor em matéria da dívida soberana” na moeda do país. Silvina disse crer na solvência do Estado como “promotor da atividade econômica e da geração de empregos”.
Silvina também disse que conversou com lideranças empresariais em sua primeira semana como ministra, e avaliou que o governo não pode permitir “abusos de preços” vistos recentemente. Na sua visão, não haveria razão técnica para o nível de aumento de preços aos consumidores, existindo apenas “pura especulação”. A inflação acumulada nos últimos 12 meses até maio é de 60%. •
Fonte: O Estado de S. Paulo