Países europeus membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) irão discutir o aumento dos gastos militares para 3% do PIB, ultrapassando a meta imposta pela aliança militar em uma medida que visa blindar o grupo das ameaças de Donald Trump antes que ele volte à presidência dos Estados Unidos.
Segundo o “Financial Times” (FT), países europeus da Otan estão discutindo o aumento dos gastos para ser ratificado na próxima cúpula da aliança, que ocorre em junho do ano que vem na Holanda. O movimento acontece após Trump ter ameaçado não oferecer ajuda militar a países que não cumprirem com a meta de gastos, o que iria contra o preceito de defesa mútua da Otan.
Dos 32 membros da Otan, 23 irão atingir a meta de gastar o equivalente a 2% do PIB em defesa neste ano. Entre os nove países que não atingirão a meta, sete são europeus, como Itália e Espanha. O aumento de gastos pode representar problemas para muitas nações europeias, que enfrentam desafios para aprovar orçamentos que deem conta de todas as necessidades locais.
As conversas começaram durante reunião de ministros das Relações Exteriores da Otan na semana passada, segundo o “FT”. A proposta iria incluir uma meta de curto prazo de atingir o equivalente a 2,5% do PIB em gastos militares até 2030, quando então todos os países europeus gastariam o equivalente a 3% do PIB.
O assunto ganhou força nas últimas semanas após Trump voltar a ameaçar deixar a Otan e pressionar a Europa para gastar mais em defesa, junto com a percepção de que os gastos atuais não são suficientes para apoiar a Ucrânia e impedir avanços da Rússia.
Fonte: Valor Econômico

