WASHINGTON, 13 de dezembro (Reuters) – Investidores consideram quase certo que o Federal Reserve dos EUA reduzirá a taxa de juros em um quarto de ponto percentual na reunião de 17 e 18 de dezembro, com maior atenção voltada para as novas projeções econômicas que serão divulgadas juntamente com a decisão.
Essas projeções incluirão uma análise atualizada sobre até onde os membros do Fed acreditam que as taxas de juros podem ser reduzidas em 2025 e, possivelmente, em 2026, levando em conta dados recentes que mostram uma inflação mais persistente do que o esperado, um mercado de trabalho robusto, os resultados das eleições nos EUA, que podem mudar o cenário de comércio e imigração globais, e riscos geopolíticos contínuos.
Com tantas variáveis para considerar e incertezas em jogo, muitos analistas esperam que a comunicação coletiva, incluindo a declaração de política na quarta-feira, a coletiva de imprensa do presidente do Fed, Jerome Powell, e as projeções atualizadas, tenha um tom mais cauteloso. Isso sugere que o Fed está mais próximo de um ponto de parada nos cortes de juros ou, no mínimo, relutante em se comprometer com reduções significativas nas taxas de empréstimo, diferentemente do que parecia há poucos meses.
Aqui estão alguns pontos de dados que o Fed levará em consideração:
A DANÇA RESISTENTE DA INFLAÇÃO
Não houve grande melhoria nos indicadores gerais de inflação desde as últimas projeções econômicas do Fed em setembro ou sua reunião de política de 6-7 de novembro. No entanto, alguns componentes apresentaram mudanças que deixam os formuladores de política convencidos de que uma redução gradual nas pressões de preços, conhecida como desinflação, está em curso.
Os aumentos nos custos de habitação desaceleraram, e o Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE), usado pelo Fed para medir o progresso rumo à meta de inflação de 2%, parece apontar para uma leitura mais baixa nos dados de novembro, que serão divulgados na próxima semana, dois dias após a reunião do Fed.
CONTRATAÇÕES PERMANECEM FIRMES
O mercado de trabalho continua sendo uma grande surpresa para o banco central. A taxa de desemprego subiu modestamente desde que o Fed começou a aumentar agressivamente os juros em março de 2022, mas, a 4,2%, permanece abaixo da média de longo prazo dos EUA e alinhada ao nível que o Fed considera como pleno emprego.
A criação de empregos desacelerou, mas muitos formuladores de política acreditam que o mercado de trabalho opera em um ritmo sustentável. Essa resiliência é uma das razões para a cautela com futuros cortes de juros, temendo que um estímulo excessivo possa aquecer a economia e reacender a inflação.
SALÁRIOS COMPENSADOS PELA PRODUTIVIDADE
Outro dado positivo recente é o aumento da produtividade dos trabalhadores, que tem ajudado a equilibrar os aumentos salariais, antes considerados elevados para o conforto do Fed em relação à inflação.
A DEMANDA NÃO CEDE
Os gastos dos consumidores continuam mostrando resiliência, mesmo após retornarem aos níveis anteriores à pandemia. Enquanto as pessoas estiverem empregadas e com renda, o consumo deverá continuar, sustentando as condições para o “pouso suave” que o Fed busca, equilibrando o controle da inflação sem prejudicar a economia.
Fonte: Reuters
Traduzido via ChatGPT