Entidade considera fortalecimento produtivo e democracia como outros pilares para construção de uma parceria bilateral mais ambiciosa
Por Marsílea Gombata — De São Paulo
09/02/2023 05h00 Atualizado há 9 horas
No âmbito da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Washington e do esperado estreitamento das relações EUA-Brasil, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) formulou um documento no qual identifica pontos de convergência para aprofundamento dos laços econômicos.
O texto aponta meio ambiente, fortalecimento produtivo e democracia como os três pilares que oferecem possibilidade de construção de uma parceria bilateral mais ambiciosa.
O documento ressalta que os países são líderes globais na área ambiental e que a prioridade dada ao tema pelos governos Lula e Biden deve ser encarada como eixo central para cooperação.
Dentre as medidas que a Amcham propõe, está a construção de uma agenda bilateral buscando espaços de cooperação para economia global de baixo carbono. Sugere ainda estabelecer a participação dos EUA no Fundo Amazônia, atrair recursos para pesquisa, desenvolvimento e produção de energias renováveis, incluindo solar, eólica, hidrogênio verde, biocombustíveis avançados.
Diante de crescentes riscos disruptivos como os vistos com a pandemia e a guerra na Ucrânia, o documento ressalta a necessidade de resiliência de cadeias produtivas, assim como de segurança alimentar e energética.
A Amcham sugere plano de ação entre Brasil e EUA em nível ministerial e com a participação do setor privado para promover maior integração e resiliência nas cadeias bilaterais.
“O plano deve identificar oportunidades para cooperação em setores relevantes para os dois países, como semicondutores, baterias e carros elétricos, equipamentos médico hospitalares, medicamentos, minerais críticos, fertilizantes, entre outros”, afirma.
Um eixo complementar a ser estimulado, segundo o documento, é a ampliação dos fluxos bilaterais de comércio e de investimentos.
Fonte: Valor Econômico


