Os analistas liderados por Joseph Giordano escrevem que os ruídos em torno do tema devem se manter até os assuntos serem votados em definitivo
Por Felipe Laurence, Valor — São Paulo
O potencial fim do instrumento dos juros sobre capital próprio e da limitação à isenção de imposto de renda para as subvenções de ICMS reduz significativamente a visibilidade de médio e longo prazo para os resultados de empresas do varejo e saúde, diz o J.P. Morgan.
Os analistas liderados por Joseph Giordano escrevem que os ruídos em torno do tema devem se manter até os assuntos serem votados em definitivo, de modo que os termos e possíveis impactos só serão conhecidos quando o texto final passar por sanção do governo federal.
Em uma análise no lucro por ação, levando em conta os termos atuais das duas propostas, o banco calcula que Magazine Luiza seria a mais impactada no varejo, com redução de 64% no lucro por ação em 2024, seguida por Arezzo (-34%) e Grupo Soma (-31%).
Já no setor de saúde, Viveo teria seu lucro por ação de 2024 reduzido em 31% com o fim dos juros sobre capital próprio e das subvenções. Hypera (-28%) e Rede D’Or (-18%) também seriam afetadas.
No entanto, os analistas acreditam que as movimentações das ações dos dois setores no curto prazo vão se dar por conta de múltiplos e oportunidades, em meio à volatilidade do noticiário.
Fonte: Valor Econômico