A inflação ao consumidor na área metropolitana de Tóquio aumentou ligeiramente em janeiro, mostraram dados do governo nesta sexta-feira, respaldando as projeções do Banco do Japão (BoJ, o banco central) de que será preciso subir a taxa referencial de juros.
Os preços ao consumidor, excluindo os voláteis alimentos frescos, aumentaram 2,5% em janeiro em relação ao ano mesmo mês do anterior, em comparação com o aumento de 2,4% observado em dezembro de 2024 e o crescimento de 2,4% esperado em uma pesquisa de economistas pelo provedor de dados Quick. Os números de Tóquio são considerados um indicador inicial das tendências nacionais.
A inflação persistente provavelmente justifica a promessa do banco central de continuar aumentando a taxa básica de juros após elevá-la para 0,5% na semana passada, o nível mais alto em mais de 16 anos. O BoJ espera que a inflação permaneça perto de sua meta de 2% pelo menos até março de 2027, de acordo com o último relatório de perspectivas do banco.
A inflação subjacente, medida pelos preços ao consumidor, excluindo alimentos frescos e energia, cresceu 1,9% no ano, em comparação com o aumento de 1,8% visto em dezembro.
O presidente do BoJ, Kazuo Ueda, disse que a economia está a caminho de atingir sua meta de inflação estável apoiada pelo crescimento salarial. Os formuladores de políticas esperam que a escassez crônica de mão de obra do país, em meio a uma população em declínio e envelhecimento, continue a contribuir para os aumentos salariais.
A taxa de desemprego do Japão ficou em 2,4% em dezembro, em comparação com 2,5% em novembro, de acordo com dados separados divulgados na sexta-feira. Os números também mostraram que a taxa de disponibilidade de empregos chegou a 1,25 em dezembro, inalterada em relação a novembro, indicando que havia 125 empregos disponíveis para cada 100 candidatos.
Mas a perspectiva não é totalmente otimista. Os planos tarifários do presidente Trump ainda podem prejudicar a frágil recuperação econômica do Japão.
A produção industrial aumentou 0,3% em dezembro de 2024 em relação ao mês anterior, recuperando-se do declínio de 2,2% em novembro, de acordo com dados do governo divulgados na sexta-feira. As empresas esperam que a produção aumente em 1,0% e 1,2% em janeiro e fevereiro, respectivamente.
Fonte: Valor Econômico