
Maior banco americano em volume de ativos, com quase US$ 5 trilhões totais, o J.P. Morgan encontrou no segmento de pagamentos uma alavanca para os negócios no Brasil. A instituição financeira tem buscado avançar localmente para além de grandes transações estratégicas, geralmente envolvendo exportadoras e importadoras, e quer construir um relacionamento mais profundo com as grandes empresas brasileiras.
Hoje, o J.P. Morgan atua com cerca de 400 clientes em pagamentos no País, entre companhias locais e subsidiárias de multinacionais. Os serviços incluem apoio a gestão de caixa, contas a pagar e receber, tesouraria e desenvolvimento de soluções. O foco são as empresas de maior porte.
O setor é uma das aposta do banco para atrair a principalidade, ou seja, incentivar as grandes corporações a concentrarem o relacionamento bancário com a instituição. Historicamente, o J.P. Morgan costumava ser visto mais como uma opção para apoiar empresas em operações internacionais mais sofisticadas e pontuais (como fusões e aquisições, por exemplo).
Nos últimos cinco anos, porém, o gigante bancário investiu na ampliação da oferta de valor no País. “Trabalhamos para nos fortalecer como um banco mais transacional, do dia a dia do ciclo de caixa do cliente”, explicou à Coluna, a head de Pagamentos do banco no Brasil, Carolina D’Avola.
Com o sucesso do PIX, o mercado brasileiro se transformou em uma das referências globais em sistemas de pagamentos, sobretudo os instantâneos. No J.P Morgan, o País é visto como um centro regional de inovações de produtos digitais e representa um importante vetor de crescimento na América Latina, de acordo com D’Avola.
Para se diferenciar dos pares locais, a instituição se vale da capilaridade global, com processamento de mais de US$ 12 trilhões por dia, em mais de 160 países e 120 moedas. O grupo não abre os números no Brasil, mas a divisão de pagamentos gerou US$ 5,1 bilhões de receitas no primeiro trimestre globalmente, um crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano passado. “Defendemos uma oferta que combina escala global e expertise local”, resume a executiva.
Fonte: Estadão