Os rebeldes houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, informaram neste domingo que atacaram uma refinaria da Saudi Aramco em Jazan, dois dias depois de a Arábia Saudita ter assinado um pacto de defesa com a Turquia e o Paquistão em resposta à crescente instabilidade regional causada pela guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
A aliança com os aliados sunitas dos Estados Unidos, Turquia e Paquistão, tem como objetivo fortalecer a dissuasão coletiva contra atos de agressão e estipula que um ataque armado contra qualquer um dos três países seria considerado um ataque a todos.
Não ficou claro se, ou de que forma, o Paquistão ou a Turquia se uniriam a uma eventual resposta saudita aos últimos ataques.
Os houthis declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho no mês passado, alegando o que chamaram de cerco saudita contra eles, uma acusação que Riade nega.
O Ministério da Energia da Arábia Saudita informou que um incêndio havia se alastrado na refinaria, mas foi posteriormente extinto sem causar feridos, e que as autoridades estavam lidando com o incidente, sem especificar a causa.
Os houthis usaram um drone para atacar a refinaria, informou o porta-voz militar Yahya Saree em uma postagem no X. Eles já haviam atacado instalações da 2222.SE e da Aramco em Jazan, que processa 400 mil barris de petróleo bruto por dia no sudoeste da Arábia Saudita. Também atacaram Yanbu, no Mar Vermelho.
Em comunicado separado, Saree afirmou que os houthis realizaram ataques com mísseis e drones contra a cidade portuária iemenita de Mocha, no Mar Vermelho.
Fonte: Valor Econômico


