Por Valor — São Paulo
08/02/2024 18h09 Atualizado há 15 horas
O governo do presidente argentino, Javier Milei, anunciou nesta quinta-feira (8) o fim do congelamento dos preços das passagens de trem e ônibus na Região Metropolitana de Buenos Aires e o corte de subsídios nacionais para o transporte público em todas as províncias do país. Os cortes estavam previstos no plano “motosserra” de redução de despesas estatais, apresentado na campanha de Milei para as eleições do fim do ano passado.
“A decisão do Estado nacional é que os fundos cheguem diretamente aos cidadãos, sem intermediários de qualquer espécie, beneficiando assim as pessoas que mais precisam”, anunciou o Ministério dos Transportes no comunicado sobre a decisão.
Na Argentina, os subsídios são pagos pelo governo nacional diretamente às empresas prestadoras do serviço. Até novembro de 2023, foram transferidos US$ 1 bilhão para essa finalidade. Somados aos gastos com energia, os subsídios representaram, no ano passado, cerca de dois pontos do PIB argentino.
O corte na ajuda às províncias ocorre dois dias depois do fracasso do governo no Congresso em aprovar as reformas econômicas de Milei — concentradas na chamada “Lei Ônibus“. O presidente atribuiu esse revés aos governadores da oposição, a quem qualificou de “traidores”.
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Fonte: Valor Econômico
