Por Alberto Nardelli e Jennifer Jacobs, Bloomberg
09/02/2023 11h17 Atualizado há 23 horas
Os países do G7 discutem se devem impor sanções a empresas na China, Irã e Coreia do Norte que teriam fornecido peças e tecnologia com fins militares à Rússia, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
O objetivo é coordenar um pacote de medidas até 24 de fevereiro, quando fará um ano que a Rússia invadiu a Ucrânia, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas ao discutirem assuntos delicados.
As discussões ainda estão em andamento e as ações tomadas por cada país do G7 — que reúne EUA, Reino Unido, Japão, Alemanha, França, Itália e Canadá — podem não ser as mesmas, disse uma das pessoas. As empresas que podem ser incluídas também ainda estão sendo decididas, disseram as pessoas.
Porta-vozes do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca não quiseram comentar.
Qualquer ação refletiria os esforços do G7 para interromper o fluxo de material com fins militares para a Rússia através de países que não aderiram às sanções impostas após a invasão. Existe a preocupação de que as empresas possam estar ajudando a Rússia a contornar as sanções, disseram as pessoas.
Os EUA já levantaram preocupação com a China sobre equipamentos não letais fornecidos à Rússia, e o secretário de Estado, Antony Blinken, iria abordar o assunto em uma viagem a Pequim que foi adiada depois que um suposto balão espião chinês foi flagrado cruzando os EUA.
A China revidou alegações anteriores de que algumas de suas empresas estatais poderiam estar ajudando a Rússia na Ucrânia, dizendo que Washington deveria parar de enviar armas se quiser que o conflito termine. A China “jamais colocaria lenha na fogueira, muito menos exploraria a crise”, disse Mao Ning, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China no final de janeiro.
Mas a parceria estratégica da China com a Rússia ganhou força e continuará a crescer, disse o governo chinês este mês depois que o vice-ministro das Relações Exteriores Ma Zhaoxu visitou a Rússia.
Nesta segunda-feira, o embaixador chinês em Paris, Lu Shaye, respondeu à pergunta de um entrevistador francês sobre se as empresas chinesas estavam vendendo peças para a Rússia que poderiam ser usadas no esforço de guerra, dizendo: “Mas peças não são armas, são?”
Lu também reiterou que a China não está fornecendo armas para a Rússia.
Fonte: Valor Econômico

