O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) precisará obter até quatro leituras benignas do núcleo da inflação medida pelo índice de preços ao consumidos (CPI) dos EUA para iniciar a redução dos juros, a não ser que ocorra uma rápida deterioração nas condições do mercado de trabalho. A avaliação é das economistas Sarah House e Aubrey George, do banco Wells Fargo. A próxima leitura do CPI relativo ao mês de abril será divulgada em 15 de maio, daqui uma semana.
A expectativa é que seja registrado um ligeiro progresso na volta da desaceleração. Segundo as economistas, a projeção do Wells Fargo é de que o CPI de abril fique em 0,4% pelo terceiro mês consecutivo, o que deixaria a inflação de três meses anualizada perto de 5%. Na base anual, o CPI recuaria para 3,4%, um nível abaixo do mês passado, mas ainda acima dos 3,1% registrados no início do ano. Já o núcleo do CPI deve ficar em alta de 0,3%, o que quebraria a leitura de 0,4% que vem sendo registrada desde janeiro e reduziria a taxa anual para 3,6%, o menor nível em três anos.
“Embora a inflação esteja resiliente nos últimos meses, não acreditamos que o núcleo está voltando a acelerar. Pressões nas cadeias de suprimento não estão diminuindo tão rapidamente quanto a um ou dois anos atrás, mas elas também não estão aumentando”, afirmam, em relatório.
Para elas, assim como em fevereiro e março, a força do CPI de abril será parcialmente atribuída à nova alta dos preços da gasolina. “Estimamos que, com os ajustes de preços normais nessa época do ano, os preços da gasolina subiram 3% em abril. A queda dos preços do petróleo nas últimas semanas, contudo, deve provocar pelo menos uma reversão parcial em maio. Os preços dos alimentos também devem subir em abril”, dizem.
Para as economistas, com o mercado de trabalho desacelerando, a série de leituras positivas do CPI devem começar agora em abril, se o Fed quer começar o afrouxamento monetário em setembro.
fonte: valor econômico

