A proposta conjunta de PortoCotação de Porto e FleuryCotação de Fleury para criar uma nova empresa somente com as unidades ambulatoriais da OncoclínicasCotação de Oncoclínicas prevê que a holding continue listada, mesmo não sendo mais operacional. Isso devido a uma demanda da Latache, segundo maior acionista da Oncoclínicas, que trava uma briga para que a Centaurus, gestora do Texas (EUA) majoritária na rede oncológica, realize uma oferta pública de ações (OPA), segundo o Valor apurou.
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A gestora Latache, de Renato Azevedo, dona de uma fatia de 14,62% da rede de tratamento de câncer, tem em andamento processos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e nos Estados Unidos pleiteando que a Centaurus — cuja participação hoje é de 18,32% — faça uma OPA pagando R$ 16,25, a ação. O papel da Oncoclínicas, no fim da manhã, era cotado na casa de R$ 1,70 e caía 8,9%
Na visão da Latache, a Centaurus descumpriu a cláusula de “poison pill” que obriga investidores que atingirem uma participação de 15% a fazer uma OPA. Até o fim de 2024, as fatias de Centaurus e Goldman Sachs eram agregadas. Em novembro, houve uma cisão das participações e a Centaurus também adquiriu ações do Goldman, passando a deter 32%.
Essa fatia foi reduzida para 18,32% no aumento de capital do ano passado, do qual a gestora não participou e foi diluída.
Na quarta-feira (25), a Max Capital, um “hedge fund” americano que possui 6,3% da Oncoclínicas, apresentou uma proposta de aporte de R$ 500 milhões para pagamento de dívidas de curto prazo condicionada à destituição do conselho de administração, em que a maior parte dos membros foi indicada pela Latache, em janeiro. A própria Latache pediu a saída do “board” anterior.
Procurada, a Latache Capital informou que acredita que a carta da Mak é bem-vinda pelos acionistas, inclusive a própria Latache. “Isso só prova que o ativo é atrativo e tem seu valor. A Latache lembra que, conforme Fato Relevante divulgado pela companhia, atualmente, qualquer discussão envolvendo equity, deveria respeitar o período de exclusividade da Porto e do Fleury.”
Com o aporte de R$ 500 milhões da Max, a Latache pode ver sua participação diluída e o fundo americano crescer na tentativa de ter ao menos uma cadeira no conselho.
Em paralelo, há as negociações com Porto e Fleury que têm um acordo de exclusividade até 13 de abril. As duas empresas estão propondo um aporte de R$ 500 milhões num processo que envolve a criação de empresa com as clínicas, do qual seriam controladoras, e uma emissão de debêntures conversíveis em ações no valor de R$ 500 milhões.
Fonte: Valor Econômico