Por Valor — São Paulo
27/07/2023 12h09 Atualizado há 20 horas
O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que o mundo já passou da fase do aquecimento global e agora vive a fase da “fervura global”, com as temperaturas no hemisfério norte atingindo recordes consecutivos e os serviço meteorológico europeu indicar que o mês de julho caminha para ser o mais quente da história.
A fala de Guterres foi feita depois que o Serviço Copernicus de meteorologia, ligado à União Europeia (UE), ter confirmado que as três primeiras semanas de julho foram as mais quentes já registradas, colocando o mês no curso para se tornar o mais quente da história.
O Serviço Copernicus disse ainda que os eventos de julho não deverão ser isolados, e que o mundo deverá continuar batendo recordes de temperatura devido a uma combinação de alta temperatura da água do mar com o fenômeno El Niño, que está acontecendo de maneira intensificada neste ano.
“O clima extremo que afetou muitos milhões de pessoas em julho é, infelizmente, a dura realidade da mudança climática e uma amostra do futuro”, disse o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial, Petteri Taalas, em fala para o Serviço Copernicus.
O relatório da entidade ligada à UE também revelou que nas últimas semanas a média da temperatura global esteve 1,5 ºC acima das médias pré-industriais, uma das metas estabelecidas pelo acordo de Paris para conter o aquecimento global.
Apesar dos recordes cada vez mais altos, Guterres disse ainda ser possível impedir que o aquecimento global ultrapasse esse limite, mas apenas com “ação climática dramática e imediata”, segundo o “The Guardian”.
Fonte: Valor Econômico
