Por Dow Jones — Washington
26/07/2023 16h31 Atualizado há um dia
A economia dos Estados Unidos se mostrou mais resiliente neste ano do que o esperado pelo Escritório de Orçamento do Congresso (CBO, na sigla em inglês), agência governamental ligada ao legislativo do país que analisa o desempenho da economia americana.
Segundo o CBO, a melhora nas perspectivas se deve a uma queda na inflação, crescimento contínuo da economia e mercado de trabalho aquecido.
Em projeções atualizadas divulgadas nesta quarta-feira, a agência disse que o PIB dos EUA cresceu mais no último trimestre de 2022 e no primeiro trimestre de 2023 do que previa anteriormente, mas fez um aviso de que espera que o crescimento econômico no final deste ano, bem como em 2024 e 2025, seja mais lento do que o estimado no último relatório.
A agência disse esperar que o desemprego atinja 4,1% até o final do ano, ante 3,6% em junho. O CBO havia dito no início deste ano que o desemprego chegaria a 5,1% no quarto trimestre de 2023. Para o próximo ano, a agência estima que o desemprego irá atingir a marca de 4,7%.
Em relação à inflação, o CBO estima que ela ficará em queda até 2025. A medida de inflação considerada a ideal pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), o índice de preços de gastos de consumo pessoal, deve aumentar 3,3% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Em 2024, a inflação será moderada para 2,6% antes de se aproximar da meta de 2% do Fed até o final de 2025. Um possível aumento na taxa de desemprego ou uma desaceleração na demanda e taxas de juros mais altas ajudarão a reduzir a inflação.
O CBO disse que um mercado de trabalho e um setor de serviços resilientes permitiram que a economia continuasse se expandindo. A maioria dos economistas agora diz que as chances de os EUA entrarem em recessão nos próximos 12 meses são de 50% ou menos, de acordo com uma pesquisa da Associação Nacional de Economia Empresarial.
Fonte: Valor Econômico
