29 Nov 2022 LAURIBERTO POMPEU WESLLEY GALZO
O ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) afirmou ontem que foi convidado para auxiliar a equipe de economia da transição para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Cotado para ser ministro da Fazenda, Haddad evitou falar se vai assumir o cargo, mas disse que o presidente eleito o autorizou a colaborar nas discussões econômicas envolvendo o governo eleito.
“Eu fui convidado exclusivamente para interagir com o grupo de economia da transição, não recebi nenhum outro convite. Não sei se oficialmente (como membro da transição), mas o presidente me pediu para acompanhar o tanto quanto fosse possível as reuniões do grupo de transição da economia. Hoje não houve nenhuma reunião do grupo de economia, pelo menos de que eu tenha feito parte”, declarou.
PRIMEIROS ENCONTROS. Haddad, que representou Lula em jantar com banqueiros na semana passada, disse que vai se reunir hoje com integrantes do núcleo econômico da transição, como o economista Guilherme Mello e o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa. O petista também disse que vai se encontrar com o ex-banqueiro e economista Gabriel Galípolo, que ajudou a organizar jantares de empresários com Lula na campanha e está cotado para presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Fui convidado para participar das reuniões, a partir de amanhã (hoje) à tarde, para começar a conversar com os grupos de economistas da transição. Estou autorizado pelo presidente a interagir com os integrantes do grupo de economia”, afirmou Haddad.
Como mostrou o Estadão, a indicação de Galípolo sofreu resistências de uma ala do Partido dos Trabalhadores (PT), mas foi bancada pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin. O mercado financeiro esperava que ele fosse integrar o grupo de economia, mas acabou ficando de fora por resistências dentro do PT, sobretudo do coordenador do programa de governo de Lula na campanha, Aloizio Mercadante, segundo apurou o Estadão.
Questionado sobre se sente preparado para assumir o cargo de ministro da Fazenda, Haddad mais uma vez se recusou a comentar. “Esse tipo de pergunta não cabe porque qualquer resposta constrange o presidente da República”. •
Fonte: O Estado de S. Paulo
