O Japão planeja discutir o aumento das importações de petróleo bruto dos Estados Unidos durante o encontro de seus líderes nesta quinta-feira (19). Tóquio busca reduzir a dependência do petróleo do Oriente Médio, que não está fluindo normalmente devido ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.
A cooperação em segurança econômica estará entre os tópicos abordados quando a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se encontrarem em Washington.
Os EUA representaram 3,8% das importações de petróleo bruto do Japão em 2025. Tóquio, que depende do Oriente Médio para cerca de 90% de suas importações de petróleo, espera aumentar as compras do Alasca e de outras regiões dos EUA.
Crescem no Japão as preocupações com uma possível escassez de petróleo bruto após os ataques militares contra o Irã realizados pelos Estados Unidos e Israel desde o fim de fevereiro. Em retaliação, o Irã impede a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, por onde passam 20% dos embarques globais de petróleo.
São 20 dias para os navios-tanque chegarem ao Japão vindos do Oriente Médio, portanto, espera-se que as importações de petróleo bruto caiam drasticamente com a interrupção das chegadas de navios por volta de 20 de março.
O governo japonês começou a liberar reservas de petróleo privadas na segunda-feira, equivalentes a 15 dias de consumo interno. Também planeja colocar à disposição o equivalente a um mês de reservas nacionais no final de março. Até sábado, as reservas de petróleo públicas e privadas do Japão totalizavam 242 dias de consumo.
As reservas do Japão serão suficientes por enquanto, mas a imprevisibilidade da crise no Oriente Médio levou Tóquio a buscar fortalecer sua cadeia de suprimentos de energia com os Estados Unidos para garantir um fornecimento interno estável.
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Fonte: Valor Econômico
