Um fundo de investimento estatal chinês de 344 bilhões de yuans (US$ 47 bilhões) para a indústria doméstica de chips entrou em ação. O objetivo de Pequim é reforçar sua cadeia de suprimentos doméstica antes das potenciais restrições de exportação anunciadas pelo próximo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A terceira rodada do Fundo de Investimento da Indústria de Circuitos Integrados da China, ou Big Fund, investiu cerca de 93 bilhões de yuans para lançar um novo fundo em 31 de dezembro, juntamente com a Huaxin Investment Management, cujos patrocinadores incluem o Banco de Desenvolvimento da China, de propriedade estatal.
A Huaxin foi fundada em 2014, no mesmo ano do Big Fund, e foi responsável por gerenciar os investimentos da primeira e segunda fases do fundo patrocinado pelo estado.
De acordo com a mídia chinesa, a Huaxin investiu em uma empresa do grupo de manufatura da grande fabricante chinesa de chips Hua Hong Semiconductor, bem como na Hangzhou Fuxin Semiconductor, que lida com semicondutores de energia.
Ao lançar novos fundos, espera-se que a terceira fase do Big Fund arrecade mais dinheiro externo, fortalecendo o suporte ao investimento de capital por empresas de chips. Wafers (placas) de silício e outros materiais de substrato podem ser alvos potenciais de investimento.
Um novo fundo de semicondutores afiliado ao governo foi estabelecido no fim de 2024, com aproximadamente 71 bilhões de yuans, elevando os investimentos totais da terceira fase para 164 bilhões de yuans até agora.
Em 2015, o governo chinês anunciou seu plano de desenvolvimento da indústria de alta tecnologia Made in China 2025, que incluía um foco em semicondutores. A primeira fase do Big Fund foi lançada no ano anterior, com a segunda fase começando em 2019.
A primeira fase fez investimentos de cerca de 140 bilhões de yuans e a segunda fase gastou cerca de 200 bilhões de yuans, de acordo com a mídia chinesa. O plano final para a terceira fase não foi divulgado, mas seus 344 bilhões de yuans em capital registrado formam o maior até o momento.
Fonte: Valor Econômico