Por Estevão Taiar, Valor — Brasília
15/12/2022 08h54 Atualizado há 39 minutos
O Banco Central (BC) projeta que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará em 2,8% de alta em 2025, conforme divulgado nesta quinta-feira no Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Para 2022, 2023 e 2024, as estimativas são respectivamente de 6%, 5% e 3%, conforme divulgado na semana passada pela autoridade monetária.
Esse cenário pressupõe taxa de juros extraída da pesquisa Focus. Já a taxa de câmbio começa em R$ 5,25, a média da semana anterior à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), e evolui de acordo com a paridade do poder de compra.
“O preço do petróleo segue aproximadamente a curva futura pelos próximos seis meses e passa a aumentar 2% ao ano posteriormente. Além disso, adota-se a hipótese de bandeira tarifária “verde” em dezembro de 2022 e “amarela” em dezembro de 2023 e de 2024”, diz a autoridade monetária.
No RTI de setembro, as projeções para o IPCA de 5,8% para 2022, 4,6% para 2023, 2,8% para 2024 e 2,8% para 2025.
O BC informou em seu relatório que projeta alta no IPCA de 0,7% para dezembro, de 0,82% para janeiro e de 0,88% para fevereiro. Assim, a estimativa é de inflação de 6,16% nos 12 meses até fevereiro.
No trimestre encerrado em novembro, a surpresa inflacionária em relação aos percentuais previstos pelo BC foi positiva em 0,17 ponto percentual.
Piso e teto
A probabilidade de o IPCA terminar 2022 abaixo do piso da meta é 0% e de ficar acima do teto é 100%, de acordo com as estimativas feitas pelo BC no RTI de dezembro.
Para 2023, a chance de ficar abaixo do piso é 1% e a de ficar acima do teto é 57%. Para 2024, 14% de ficar abaixo e 14% de ficar acima. Para 2025, 17% de ficar abaixo e 11% de ficar acima.
Esse cenário pressupõe taxa de juros extraída da pesquisa Focus. Já a taxa de câmbio começa em R$ 5,25, a média da semana anterior à reunião do Comitê de Política Monetária, e evolui de acordo com a paridade do poder de compra.
As metas de inflação são de 3,5% em 2022, 3,25% em 2023 e 3% em 2024. O sistema prevê intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais e para menos. Atualmente, a autoridade monetária mira 2023 e 2024 para conduzir a Selic. Por causa das mudanças tributárias realizadas pelo governo federal e pelo Congresso, o BC optou neste momento por “dar ênfase” à inflação acumulada de 12 meses até o fim do segundo trimestre de 2024, período para o qual projeta IPCA de 3,3%.
Quando a inflação anual fica fora do intervalo de tolerância, o presidente do BC precisa escrever uma carta aberta ao ministro da Economia explicando os motivos que levaram ao não cumprimento da meta e detalhando ações que serão tomadas para corrigir o problema.
As projeções apresentadas acima usam o conjunto e informações disponíveis até a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 6 e 7 de dezembro.
Fonte: Valor Econômico

