Após ataques do Irã em território paquistanês e a resposta do Paquistão ao atacar o território iraniano, representantes dos dois governos ressaltaram a relação próxima entre os dois países e tentaram acalmar as tensões na região, alegando que o assunto será discutido internamente entre as duas partes.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amir-Abdollahian, fez uma ligação nesta quinta-feira ao chanceler do Paquistão em busca de aliviar as tensões e disse durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que os alvos dos ataques eram “terroristas iranianos em solo paquistanes” e que o Exército iraniano não estavam mirando cidadãos do país, mas, sim, membros do Jaish al-Adl, grupo militante inimigo de Teerã.
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Hossein Amir-Abdollahian, ministro do Irã — Foto: Markus Schreiber/AP
Já o primeiro-ministro interino do Paquistão, Anwaar-ul-Haq, encurtou a viagem a Davos para ajudar na gestão da crise.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão, Mumtaz Zahra, disse que o país tem diversos canais de comunicação com o Irã e que eles serão usados para lidar com a questão internamente para que a “paz prevaleça”.
Em coletiva de imprensa, Zahra disse que “o Irã é um país irmão e que continua no esforço para encontrar uma solução conjunta para a questão” e que respeita a integridade territorial do Irã, segundo a agência de notícias estatal “Irna”.
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Anwaar-ul-Haq Kakar, ministro do Paquistão — Foto: Markus Schreiber/AP
Fonte: Valor Econômico
