A Anthropic anunciou nesta segunda-feira (4) uma parceria com gigantes do private equity como Goldman Sachs e Blackstone para lançar uma empresa de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,5 bilhões) com o objetivo de acelerar a adoção de inteligência artificial em centenas de companhias.
A nova entidade, formada junto à Hellman & Friedman, sediada em San Francisco, e apoiada por gestores como Apollo Global Management e General Atlantic, pretende implementar diretamente o modelo de IA Claude dentro das empresas, começando pelas companhias pertencentes aos investidores.
Gargalo de talentos impulsiona iniciativa
Executivos afirmam que o projeto busca resolver um dos principais entraves do avanço da IA. “Há uma grande escassez de pessoas que sabem aplicar essas ferramentas nas empresas e transformá-las”, disse Marc Nachmann, chefe global de gestão de ativos e riqueza da Goldman Sachs, em entrevista à CNBC.
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A iniciativa ocorre em meio à intensificação da disputa no setor. A Anthropic busca ampliar sua presença no mercado corporativo de IA, competindo com rivais como a OpenAI.
Estratégia mira empresas de médio porte
Ao combinar os modelos mais recentes do Claude com uma rede de empresas já investidas, a companhia pretende ganhar vantagem na adoção da tecnologia no segmento intermediário.
Esse movimento ocorre em um momento estratégico para o setor. Anthropic e OpenAI se preparam para possíveis IPOs de grande porte ainda neste ano, elevando a importância da expansão no mercado empresarial.
Engenheiros dentro das empresas
Diferentemente de consultorias tradicionais, a nova empresa – ainda sem nome – terá uma abordagem prática. “Ter apenas o modelo não muda os fluxos de trabalho nem a forma como a empresa opera”, afirmou Nachmann. “É preciso pessoas que combinem a tecnologia com a realidade do negócio”, explicou.
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Segundo ele, a estratégia envolve atuação direta. A empresa vai inserir engenheiros dentro das organizações para redesenhar processos e integrar a IA às operações principais, destacou.
Expansão começa pelos portfólios
O projeto deve começar com empresas já ligadas aos investidores. Goldman Sachs e seus parceiros pretendem usar suas próprias companhias como campo de testes inicial, antes de expandir para outras organizações de médio porte.
Os setores-alvo incluem saúde, manufatura, serviços financeiros, varejo e mercado imobiliário, todos com forte presença de empresas controladas por private equity.
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“Acreditamos que essa nova entidade pode trazer muito valor e ajudar a transformar as empresas”, disse Nachmann. “Vamos utilizá-la amplamente em nosso portfólio”, concluiu.
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Fonte: Times Brasil | CNBC