O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve acelerar a alta para 0,41% em maio de 0,38% em abril, de acordo com a mediana das projeções de 34 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data.
As estimativas variam de 0,32% a 0,46%. Os dados oficiais serão divulgados nesta terça, 11, às 9h, pelo IBGE.
Em 12 meses, a inflação, que vinha desacelerando desde outubro do ano passado, também deve voltar a acelerar, de 3,69% até abril para 3,87% em maio, de acordo com a mediana das projeções.
Nesse caso, as estimativas variam de 3,77% a 3,93%.
A aceleração da inflação deve ser atribuída aos grupos de transportes e habitação, segundo a Warren Investimentos. “A conhecida variação de 6,04% em passagem aérea e a alta de 0,28% em energia elétrica deverão contribuir para essa pressão”, afirma a estrategista Andréa Angelo.
Por outro lado, ela diz esperar desaceleração em alimentação no domicílio de 0,81% para 0,43%, principalmente em razão dos produtos “in natura”, que deverão apresentar alta de 1,2%, vindo de 3,95% no mês anterior. Outra ajuda, aponta, é a descompressão dos preços dos medicamentos, com o fim do impacto do reajuste de 4,5% nos preços.
A equipe do Citi no Brasil diz esperar que a inflação de alimentos, vestuário e transportes fique aproximadamente em torno do índice cheio, ao redor de 0,4%.
Já componentes de saúde e cuidados pessoais deverão impor uma pressão ascendente em termos mensais, enquanto artigos de residência, comunicação e despesas pessoais deverão situar-se em níveis mais baixos ou negativos, diz o Citi.
Para o Santander, a alta do indicador deverá sofrer influência de itens mais voláteis. “Ao olharmos para a parte qualitativa, o índice de inflação deverá mostrar novamente uma leitura mais benigna com os principais núcleos de inflação em torno da meta, de 3%”, diz o banco em relatório.
Fonte: Valor Econômico