Bayer prevê € 1 bi em venda de medicamentos

As perspectivas são respaldadas pelos números atuais na venda de medicamentos, que somaram aproximadamente € 750 milhões (R$ 4,29 bilhões) em 2023. Nos primeiros quatro meses de 2024, a companhia registrou um crescimento de 35% em vendas na América Latina em relação ao mesmo período de 2023.

O resultado foi marcado pelo desempenho do remédio para degeneração macular Eylia (aflibercepte); do Nubeqa (darolutamida), voltado para o câncer de próstata; e do Firialta (finerenona), indicado para casos de doença renal crônica.

“Estão previstos ainda lançamentos como as novas dosagens de aflibercepte 8 mg, recém-aprovado pelos órgãos regulatórios no Brasil e na Argentina”, afirma Adib Jacob, presidente da divisão farmacêutica da Bayer Latam e Brasil. O medicamento já é comercializado na versão 2 mg, com seis indicações, entre elas para o tratamento da degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e edema macular diabético (EMD).

A região destaca-se ainda mais quando áreas-chave, como oncologia e oftalmologia, são comparadas com os números globais de 2022. Na oftalmologia, a Bayer obteve um crescimento de 42% em vendas, enquanto o avanço geral da farmacêutica no mundo foi de 5,6%. Já o portfólio de oncologia teve evolução de 20%, contra 12,1% de incremento total.

Ações da GSK despencam e farmacêutica perde R$ 46 bilhões

As ações da GSK entraram em queda livre nesta segunda-feira, dia 3. Isso porque foram aceitas mais de 70 mil ações judiciais contra a indústria farmacêutica. O culpado é o medicamento Zantac, destinado ao controle da azia. As informações são do InfoMoney

O remédio em questão está sendo alvo de acusações de pacientes, que alegam ter contraído câncer após sua ingestão. Com isso, os papéis da companhia caíram 9,4%.

Medicamento para TDAH ganha 1ª versão genérica

O dimesilato de lisdexanfetamina, medicamento para TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, acaba de ganhar a primeira versão genérica no país. A produção tem início neste mês por meio da Pharlab, farmacêutica mineira que integra desde 2012 a divisão de genéricos do grupo francês Servier.

Comercializado até então no Brasil com a marca Venvanse, o fármaco desenvolvido pelo laboratório japonês Takeda teve a patente expirada no último domingo, dia 2 de junho. Desde 2010 o remédio tem aval da Anvisa para o controle do TDAH.

O genérico da Pharlab pode ser determinante para ampliar o alcance do tratamento e a adesão dos pacientes. Por lei, o produto será 35% mais econômico em relação ao medicamento de referência, cuja caixa com 28 unidades apresenta custo em torno de R$ 400 a R$ 500. O fármaco será comercializado em 30 cápsulas com três concentrações – 30 mg, 50 mg e 70 mg.

Medicamento inovador que premiou brasileira chega ao país

O cannabigerol (CBG) é a base do medicamento inovador que premiou Mariana Maciel, diretora-médica da farmacêutica canadense Thronus Medical, na Society of Cannabis Clinicians.

Mesmo com uma menor notoriedade em relação aos canabinoides THC e CDB o produto chamou atenção por sua vasta área de atuação. Utilizado em tratamentos metabólicos e anti-inflamatórios, também reduz o estresse, aumenta a concentração e é multimodal, não interferindo em outros tratamentos do paciente.

O CBG Full Spectrum, produzido pela Thronus, recebeu a aprovação da Anvisa e agora pode ser encomendado por meio da RDC 660/2022, que define os critérios para a importação de medicamentos à base de cannabis.